Tenho uma adoração por cães. Não sou daqueles que defendem todos os animais com unhas e dentes (salvo seja), mas sou incapaz de fazer mal a gatos, por exemplo, mesmo que não os aprecie. Mas os meus sentimentos bons vão mesmo todos para os cães. E como tudo na vida, quando gostamos muito muito muito de algo, defende-mo-lo até à exaustão- quando se justifica.
Já assisti e tenho lido ultimamente umas histórias de cães que estão abandonados e que há crianças que os tratam mal. Só porque são maus e estúpidos, os miúdos. Ora bem, pessoas que tenham filhos destes ou venham a ter: eu vou bater nos vossos filhos. Já bati num que vi bater na cabeça de um Labrador com tanta força, como um adulto irado a dar um murro numa mesa, e eu fiz-lhe o mesmo. E vou fazer quando situações destas se repetirem à minha frente. Atenção: isto é mais que aplicável a adultos também- que os há mais estúpidos que crianças. "Vai tudo a eitoooooooo"!
"bates num cão à minha frente e habilitas-te a ficar sem dente(s)", sempre ouvi dizer. Super antigo este ditado inventado agora.
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terça-feira, 20 de maio de 2014
domingo, 2 de março de 2014
Abrigos, Lutas e Prioridades.
No outro dia li esta notícia no Público (parooooooouuuu: eu li no Público mas porque tenho um like no facebook, comprar é só Correio da Manhã, já sabem) que existem cada vez mais sem-abrigo. E que existe um milhão de casas devolutas. Há aqui relação? Deveria haver? E então? É fazer o quê? Construir uma casinha para cada um é? Vamos lá então, agora cá casas vazia a fazer o quê?
Eu sou apologista disso, ajudar todos os pobrezinhos, oferecer uma casinha a todos, coitadinhos. Merecem. Fazer mais instituições para os receber, nem pensar. Um lote para cada um é que deve ser. Vá, cheguem-se à frente a fazer isso e deixem para trás as pessoas que estão uma vida inteira a trabalhar e não conseguem pagar a casa porque descontam mais do que ganham. Trabalham 8/10/12 horas por dia, têm famílias inteiras para sustentar, passam horas em transportes públicos, passam outras tantas horas em filas para a segurança social, para o IEFP e para ser atendidos num qualquer consulta e não conseguem ter uma casa própria.
Estou a escrever isto e está-me a parecer parvo, parece que está a passar uma ideia de que quem vive na rua não tem direito a casa. tem, mas há outros que estão primeiro. sei que não se pode generalizar, mas uma boa percentagem ficaria atrás de muita gente que trabalha. É só isso que estou a dizer e acho parvo o título relacionar uma coisa com a outra. relacionem que desses prédios devolutos se podem criar muitas instituições para dar melhores condições aos sem-abrigo e podem fazer também abrigos para caninos. Não necessariamente por esta ordem- shame on me, mas prefiro cães.
Eu sou apologista disso, ajudar todos os pobrezinhos, oferecer uma casinha a todos, coitadinhos. Merecem. Fazer mais instituições para os receber, nem pensar. Um lote para cada um é que deve ser. Vá, cheguem-se à frente a fazer isso e deixem para trás as pessoas que estão uma vida inteira a trabalhar e não conseguem pagar a casa porque descontam mais do que ganham. Trabalham 8/10/12 horas por dia, têm famílias inteiras para sustentar, passam horas em transportes públicos, passam outras tantas horas em filas para a segurança social, para o IEFP e para ser atendidos num qualquer consulta e não conseguem ter uma casa própria.
Estou a escrever isto e está-me a parecer parvo, parece que está a passar uma ideia de que quem vive na rua não tem direito a casa. tem, mas há outros que estão primeiro. sei que não se pode generalizar, mas uma boa percentagem ficaria atrás de muita gente que trabalha. É só isso que estou a dizer e acho parvo o título relacionar uma coisa com a outra. relacionem que desses prédios devolutos se podem criar muitas instituições para dar melhores condições aos sem-abrigo e podem fazer também abrigos para caninos. Não necessariamente por esta ordem- shame on me, mas prefiro cães.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Pedinchice e Desprezo.
La la la, la la la...Jingóbeles...com esta música não ficaram já com imensa vontade de ajudar pobrezinhos da Comporta e os sem-abrigos Eu sei que sim! Shiuuuuu, calou que eu sei que sim. Já tudo a deixar de ler isto a meio e a correr para o pobrezinho mais próximo para lhe darem o vosso casaco Vuitton.
Até porque esta altura - que só pode ser mágica- tem uma influência súbita nos valores das pessoas e já escrevi algures num ano anterior sobre isso: é bom que mais gente se preocupe com as pessoas carenciadas, pena que seja só este mês. Mas os coitadinhos sobre os quais me vou debruçar- não muito, senão tenho de dar dinheiro - são os promotores. Estão a ver aquela malta do Barclays que estão em todo o lado a impingir cartões, cartanitos e uma interminável lista de vantagens, de quem toda a gente, relativamente sã, foge?
É desses e de todos do género que inundam as ruas de Lisboa e ainda mais nesta altura: é para ajudar o tsunami, é para ajudar as criancinhas, os toxicodependentes, os canitos, os velhotes, para comprar poesia naif, para dar um peido com molho...tudo; e quando escrevi coitadinhos não estava a ser irónico. Minimamente, até porque acredito que pessoas que estejam a tentar angariar dinheiro para causas na sua maioritariamente humanas, sem receber ou receber muito pouco ordenado ao fim do mês, parace-me de gente séria.
Mas o que me faz achar coitadinhos é mesmo o nosso desprezo. Sim, nosso. Também falo por mim. Assim que vejo alguém aproximar, mudo para o outro lado para não estar sempre a dizer que não. Eu e 97% das pessoas fazemos isso. Não que sejamos todos maus, mas porra, cansa! E eu acho-os uns corajosos, a sério. Aquilo deita abaixo qualquer réstia de auto-estima. Eu já fui daqueles moços que estão a borrifar perfumes à porta das perfumarias e não é bom. Mesmo nada.
Acho que já estamos tão formatados, que se víssemos um promotor/voluntário a aproximar, mesmo que ele dissesse:" é para lhe o dar 5 mil euros só porque me apetece", nós responderíamos não da mesma forma.
Viva o espírito de Natal, YAY!!
Obs: se já ajudei alguma vez estas pessoas? Ajudei, mas não foi dinheiro nem para crianças nem para toxicodependentes, foi para canis. Continuam a ser a minha prioridade, desculpem lá qualquer coisinha.
Até porque esta altura - que só pode ser mágica- tem uma influência súbita nos valores das pessoas e já escrevi algures num ano anterior sobre isso: é bom que mais gente se preocupe com as pessoas carenciadas, pena que seja só este mês. Mas os coitadinhos sobre os quais me vou debruçar- não muito, senão tenho de dar dinheiro - são os promotores. Estão a ver aquela malta do Barclays que estão em todo o lado a impingir cartões, cartanitos e uma interminável lista de vantagens, de quem toda a gente, relativamente sã, foge?
É desses e de todos do género que inundam as ruas de Lisboa e ainda mais nesta altura: é para ajudar o tsunami, é para ajudar as criancinhas, os toxicodependentes, os canitos, os velhotes, para comprar poesia naif, para dar um peido com molho...tudo; e quando escrevi coitadinhos não estava a ser irónico. Minimamente, até porque acredito que pessoas que estejam a tentar angariar dinheiro para causas na sua maioritariamente humanas, sem receber ou receber muito pouco ordenado ao fim do mês, parace-me de gente séria.
Mas o que me faz achar coitadinhos é mesmo o nosso desprezo. Sim, nosso. Também falo por mim. Assim que vejo alguém aproximar, mudo para o outro lado para não estar sempre a dizer que não. Eu e 97% das pessoas fazemos isso. Não que sejamos todos maus, mas porra, cansa! E eu acho-os uns corajosos, a sério. Aquilo deita abaixo qualquer réstia de auto-estima. Eu já fui daqueles moços que estão a borrifar perfumes à porta das perfumarias e não é bom. Mesmo nada.
Acho que já estamos tão formatados, que se víssemos um promotor/voluntário a aproximar, mesmo que ele dissesse:" é para lhe o dar 5 mil euros só porque me apetece", nós responderíamos não da mesma forma.
Viva o espírito de Natal, YAY!!
Obs: se já ajudei alguma vez estas pessoas? Ajudei, mas não foi dinheiro nem para crianças nem para toxicodependentes, foi para canis. Continuam a ser a minha prioridade, desculpem lá qualquer coisinha.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
O Post Mais Fofinho-inho-inho-ihno do Ano.
E não estou a ser minimamente sarcástico - e peço desculpa à pessoa que me disse:" então mas num blog de sarcasmo pões aquelas músicas lamechas do amor?"- porque este também não tem nada a ver com o registo suposto do sarcasmo. É mesmo fofinho. E fofinho é a palavra. E delicioso e impossível de não fazer aquele "ooooohhhhhhhh, coisa mái boa". E era para ter publicado ontem que é o dia-lamechas.
Vi esta reportagem na revista Sábado há uns dias e pronto, quem tem cães - e não só- percebe. O cão é lindo, o puto é lindo e a cumplicidade brutal. E eu gosto de cumplicidades brutais. Nos filmes. E nestas fotos, claro.
Vi esta reportagem na revista Sábado há uns dias e pronto, quem tem cães - e não só- percebe. O cão é lindo, o puto é lindo e a cumplicidade brutal. E eu gosto de cumplicidades brutais. Nos filmes. E nestas fotos, claro.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Choradeira do Ano.
E passou um ano que escrevi isto. Custou, mas passou um ano e parece que não passou. Faz hoje um ano e mesmo por esta hora que eu tomei a única decisão de Homem que tomei na vida. Há 365 dias, deixei por umas horas a capital e pus-me a caminho da terra para -depois de ter recebido uma chamada a dizer: é hoje, está-se a ir- me despedir do meu melhor e mais giro Amigo.
(pausa para eu respirar e parar de chorar e escrever)
Foi a única decisão em que fui o Homem da casa, isto porque, o meu Pai não conseguia. Quis e quis à força que houvesse medicamentos que arrastassem mais uns dias a presença do nosso canito mai lindo. Passou-me- com toda a lógica do mundo- a "batata quente" para dizer sim ao abate da única pessoa -sim, sempre foi tratado como tal- que não chateava ninguém em casa e era do agrado de todos. Afinal de contas, fui eu que o levei para casa contra vontade dos meus pais (que rapidamente mudaram de ideias).
Mas o sofrimento do canito era tanto...e os olhos já tão apagados quando o vi, sem brilho absolutamente nenhum - a contrastar drasticamente com a vivacidade que sempre teve, que de algum modo se tornou "fácil" para mim tomar a decisão. Fácil nunca pode ser usado num contexto destes, mas quem tem cães compreenderá.
Exemplo de que não foi fácil nem nunca será é ainda se chorar em casa casa vez que se fala no teu nome, Tarik! Sim, somos todos umas bestas de merda para as outras pessoas, mas uns maricas de primeira apanha contigo!
Já vos disse que passou um ano? Eu sei, mas não parece. O tempo ajuda a curar tudo, mas ainda não passou o tempo suficiente e Tarik, meu cão mais lindo e mais feitio-de-merda-parecido-ao-dono-que-só-ouve-ordens-que-lhe-convinha. Tenho tantas saudades tuas. :((
Obs: entretanto foi outro cão lá para casa. Não é por mal, mas ainda não me consegui afeiçoar e confesso que às vezes até me esqueço que ele lá está, apesar de ser um cú de mimo e um piegas muito giro. Mas não há Amor como o primeiro. Eu sei que não tem culpa, mas não consigo...
![]() |
| Continua a ser a minha foto preferida... |
(pausa para eu respirar e parar de chorar e escrever)
Foi a única decisão em que fui o Homem da casa, isto porque, o meu Pai não conseguia. Quis e quis à força que houvesse medicamentos que arrastassem mais uns dias a presença do nosso canito mai lindo. Passou-me- com toda a lógica do mundo- a "batata quente" para dizer sim ao abate da única pessoa -sim, sempre foi tratado como tal- que não chateava ninguém em casa e era do agrado de todos. Afinal de contas, fui eu que o levei para casa contra vontade dos meus pais (que rapidamente mudaram de ideias).
Mas o sofrimento do canito era tanto...e os olhos já tão apagados quando o vi, sem brilho absolutamente nenhum - a contrastar drasticamente com a vivacidade que sempre teve, que de algum modo se tornou "fácil" para mim tomar a decisão. Fácil nunca pode ser usado num contexto destes, mas quem tem cães compreenderá.
Exemplo de que não foi fácil nem nunca será é ainda se chorar em casa casa vez que se fala no teu nome, Tarik! Sim, somos todos umas bestas de merda para as outras pessoas, mas uns maricas de primeira apanha contigo!
Já vos disse que passou um ano? Eu sei, mas não parece. O tempo ajuda a curar tudo, mas ainda não passou o tempo suficiente e Tarik, meu cão mais lindo e mais feitio-de-merda-parecido-ao-dono-que-só-ouve-ordens-que-lhe-convinha. Tenho tantas saudades tuas. :((
| No sítio do costume, à espera dos donos |
Obs: entretanto foi outro cão lá para casa. Não é por mal, mas ainda não me consegui afeiçoar e confesso que às vezes até me esqueço que ele lá está, apesar de ser um cú de mimo e um piegas muito giro. Mas não há Amor como o primeiro. Eu sei que não tem culpa, mas não consigo...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Solidariedade Ressabiada-Quase-Mas Mesmo- Quase-Verdadeira.
Estamos na nossa quarta estação do ano: O Natal pois claro.
Já passámos o Carnaval, a Páscoa, o Verão e estamos finalmente no Natal. Sim, é verdade o Verão já acabou. É so passar mais outro Carnaval, Páscoa e já estamos no Verão de novo. YEAH! Sim, sou daqueles que no Verão tem saudades do Inverno e no Inverno quer que o Verão volte muito muito rápido (não fosse eu típicamente tuga).
Tornar as pessoas más em pseudo-boas pessoas; tornar pessoas somíticas em pseudo-mãos largas e até tornar pessoas antipáticas em pseudo-simpáticas; pessoas que vivem na crise em pessoas que movimentam milhoes de euros no dia 24 deste mês. É este o poder de Dezembro. Espectacular não é? Também acho.
No entanto chateia-me -não se surpreendam lá porque eu nunca me chateio com nada - mas sim, fico aborrecido e às vezes até enraivecido com esta merda toda. helllo? Não viram o q eu escrevi? Temos 4 estações...sim, 4! Mas lá está...não são em Dezembro, logo, não há cá ajudas para ninguém!
Por alma de quem é que as pessoas deviam ajudar os outros o resto do ano? Não há problemas o resto do ano. Não há criancinhas deficientes o resto do ano. Não há cães abandonados. Não há galas nos hospitais. E não há milhentas outras coisas que insistem em aparecer apenas em Dezembro.
Pessoazinhas (ou gentinha), solidariedade é tipo cuecas..é para usar o ano inteiro (não aplicável a algumas pessoas cujo nome não vou escrever, que não usam cuecas, mas que são solidárias na mesma).
- Receber dinheiro para ir dar a cara por uma instituição? Ui, grande solidariedade! Muito obrigadinhoS, assim também eu!
- Dizer constantemente (no mês de Dez) ao mundo que ajudou esta e aquela situação, logo, é super responsavel e a melhor pessoa do mundo (vulgo, síndrome de Madre Teresa). Porquê? Qual é a necessidade minha gente?
Fogo de vista.
Pseudo-solidários. Solidários Convencionais. Solidários Temporários. Solidários Repentinos. Solidários-quase-verdadeiros.
Para mim, são uns palhaços.
Contudo, antes no Natal do que em mês nenhum.
Já passámos o Carnaval, a Páscoa, o Verão e estamos finalmente no Natal. Sim, é verdade o Verão já acabou. É so passar mais outro Carnaval, Páscoa e já estamos no Verão de novo. YEAH! Sim, sou daqueles que no Verão tem saudades do Inverno e no Inverno quer que o Verão volte muito muito rápido (não fosse eu típicamente tuga).
Tornar as pessoas más em pseudo-boas pessoas; tornar pessoas somíticas em pseudo-mãos largas e até tornar pessoas antipáticas em pseudo-simpáticas; pessoas que vivem na crise em pessoas que movimentam milhoes de euros no dia 24 deste mês. É este o poder de Dezembro. Espectacular não é? Também acho.
No entanto chateia-me -não se surpreendam lá porque eu nunca me chateio com nada - mas sim, fico aborrecido e às vezes até enraivecido com esta merda toda. helllo? Não viram o q eu escrevi? Temos 4 estações...sim, 4! Mas lá está...não são em Dezembro, logo, não há cá ajudas para ninguém!
Por alma de quem é que as pessoas deviam ajudar os outros o resto do ano? Não há problemas o resto do ano. Não há criancinhas deficientes o resto do ano. Não há cães abandonados. Não há galas nos hospitais. E não há milhentas outras coisas que insistem em aparecer apenas em Dezembro.
Pessoazinhas (ou gentinha), solidariedade é tipo cuecas..é para usar o ano inteiro (não aplicável a algumas pessoas cujo nome não vou escrever, que não usam cuecas, mas que são solidárias na mesma).
- Receber dinheiro para ir dar a cara por uma instituição? Ui, grande solidariedade! Muito obrigadinhoS, assim também eu!
- Dizer constantemente (no mês de Dez) ao mundo que ajudou esta e aquela situação, logo, é super responsavel e a melhor pessoa do mundo (vulgo, síndrome de Madre Teresa). Porquê? Qual é a necessidade minha gente?
Fogo de vista.
Pseudo-solidários. Solidários Convencionais. Solidários Temporários. Solidários Repentinos. Solidários-quase-verdadeiros.
Para mim, são uns palhaços.
Contudo, antes no Natal do que em mês nenhum.
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