Calma, ainda não é desta que vou traçar o meu perfil psicológico. Há de ficar para uma próxima oportunidade. Lidar com putêdo e cabranêdo, diariamente e durante toda uma vida, é uma coisa que nos acontece e vai certamente durar até ...eu sei lá! Sabem aquelas atitudes - que nos chegam aos ouvidos, mesmo sem querermos- e que dizemos: "O quê? Naaaaaaaa! Mas temos o quê? 14 anos?", que achamos que só se passam na Escola Secundária porque entretanto as pessoas crescem? Na na na. Como referi no post de ontem, há uns que crescem e outros nem por isso.
Mas ontem, quando estava a ler um texto do
Arrumadinho (podem visitar à confiança que o moço escreve muito bem e sobre coisas que interessam) , vi um comentário a um texto dele que só me deu vontade de dar uma lambada nas trombas de quem escreveu. Vou contextualizar a coisa: um blog é pessoal, uma pessoa só o vista se quiser e cada um escreve e "posta" o que quiser (com respeito, claro).
Assim como eu e milhentas pessoas que adoramos fazer aquela invejazita aos outros e pomos fotografias das esplanadas onde estamos a apanhar solinho, ele fez o mesmo. No dia seguinte, mostrou-se solidário por esta vaga de desemprego estar a afectar uma grande parte dos seus colegas de trabalho, e escreveu sobre isso mesmo. Eis que surge um comentário:
"A maior solidariedade que mostraria, em vez de palavras, era com gestos. E gestos do tipo, não demonstrar o quanto pode viajar e comprar e laurear. Isso, sim, seria solidariedade com quem não sabe o que vai ser o futuro nos próximos tempos. Porque pouco interessam essas palavras de conforto, quando mesmo antes pôs um post a mostrar o quão "chato" é o seu trabalho numa esplanada a beber sumo de laranja, ou poucos antes conta os dias para ir para vários lugares do mundo com que os agora desempregados só podem sonhar ir, ou ir de vez para emigrar...
Claro que eu fui logo lá comentar, armado em espero, a dizer que era um comentário parvo! E que ela devia era andar a ver o net-empregos em vez de blogues! Agora muito a sério...estas pessoas regulam bem? Querem que as pessoas que estão empregadas (4 ou 5 em Portugal ) façam o quê? Cortem os pulsos em cruz? Que esfaqueiem a jugular? Vai mas é apanhar sol, miúda! Que tens muito mais tempo que o rapaz! Isto não é ruindade? Foda-se, é!
Está possivelmente a receber o subsídio (que eu não estou) e ainda se queixa.
Ruim pá!
(Só escrevi isto tudo aqui, porque era demasiado grande para escrever no blog do Arrumadinho. Enerva-me, o que é que querem?)