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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Familias Bonitonas.

Famílias perfeitas, não as há. Excepto naqueles anúncios do Continente em que há uma Mãe trintona boazona, um pai ar de beto descontraído jeitoso, um filho com ar de inteligente e bonito e a filhota loira igualmente gira. Perfeitinhos fisicamente. E nós, vulgares pessoazinhas temos um ou dois casais próximos que costumamos de apelidar de "casal perfeito" ou "família aparentemente perfeita"- mais não seja, vista de fora.

E agora nas praias portuguesas vê-se muito estas tentativas de ter uma família perfeita para mostrar aos amigos. Uma tentativa de passar aos outros os seguintes pontos:

* estou super bem profissionalmente
* estou super bem emocionalmente
* estou super bem fisicamente
* estou super-feliz com a minha família perfeita e vocês são uns cócós inferiores a mim.
* já sou super adulto e vocês não, nha nha naha nhaaaaaaa!

E é bonito de se transportar para a nossa realidade diária estas famílias bonitas, mas é mesmo. Saber que se juntam numa casa pessoas tão fixes e tão funcionais- assim como é bom saber que só se estraga uma casa quando se juntam duas pessoas igualmente estúpidas. E eu, sentimentalão e solteiro como ando, penso:
Foda-se, tenho um sobrinho e já chega. Vou continuar assim.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Ano em Blog _ Parte I

Este blog não é um diário. Costumo fazer alguns desabafos, mas não está nem perto de descrever 1/3 da minha vida. Transmito aqui apenas o que quero que se saiba. Logo, comentários como "estás a expôr muito em relação a determinado assunto". Sim, estaria, se não fossem 5 pessoas a saber ao que me estava a referir.

Mas é um facto, tornei isto muito pessoal este ano. Não era suposto, mas foi mais forte do que eu. Fiz muitos "posts sérios da semana", rúbrica que nem sempre se justificou- excepto no agradecimento aos meus pais. Aparentemente, senti necessidade de tornar isto algo sério para não enjoar de coisas aparvatadas. pronto, deu-me para ali, não os vou apagar, sempre fica registado.

Vou tentar ser blogger-parvalhão-em-full-time. Armar-me em esperto e opinar sobre tudo, porque tenho a mania que sei e que posso. E vou arrumar de vez com assuntos pessoais. Que vai começar depois da publicação deste.

Não foi um ano fácil. Desde 1981, penso que foi o pior de sempre. Penso isto todos os anos, mas o certo é que os anos seguintes conseguem ser piores. E eu - sem perceber bem porquê- estou relativamente são.

Ora este ano começou com a minha mudança para a terra-natal, porque numa das minhas grandes diarreias cerebrais, desisti da minha área de formação (ideia que ainda mantenho) e deixei a casa em Lisboa e rumei a casa. Pareceu-me acertado, uma vez que poderia "arranjar emprego, ganhar algum e poupar porque estaria em casa dos meus pais e teria alguma qualidade de vida". Burro de merda, pois claro. Eu a pensar que algum dia os ambientes familiares iriam mudar e que poderia haver relações normais. Burro, burro, burro d'um cabrão. Pode ser que um dia aprenda. nem emprego, nem vontade de fazer o que podia, nem nada. uma merda completa. Uma merda daquelas que pintam uma sanita à pistola. E quiçá, todo um w.c.

Fiquei desempregado até Outubro, mas até chegar o dia em que comecei o meu trabalho como reforço de Natal numa caixa perto de si, passaram-se milhentas situações complicadas. Estava apaixonado, claro! Só o amor é que podia fazer merdas destas- e eu só descobri isso este ano. Estive apaixonado por quem pensei ser o amor da minha vida (e ainda penso), mas deixei de ser correspondido. Sensação que também não conhecia, ser correspondido. E perdi o amor da minha vida este ano - duas vezes. DUAS VEZES, vêm como é possível ser burro e cada vez mais burro? Sou como toda a gente, espectacular a dar conselhos, péssimo a segui-los.

(para vocês, pessoas que estão desejando de saber sobre a minha vida amorosa, podem agora especular quem seria a pessoa, hein? já têm com que se entreter, quem é amigo, quem é?)

Mas mais grave, foi mesmo a morte do meu canito mais lindo do mundo. O meu companheiro desde os meus 16 anos, foi-se. Foi descansar. Foi-se livrar das dores físicas que já tinha nos últimos dias e deixou-nos. Deixou-nos as melhores recordações do mundo que os donos podem ter. Até porque tinha a personalidade das várias pessoas aqui de casa, conforme a situação. Sempre selectivo no que lhe convinha ouvir. Não sei a quem saiu...

Houve também facadas no peito por parte de amigos- não foi nas costas porque me disseram na cara- coisas que me foram ditas na cara,  por quem sempre tive o maior respeito do mundo e apoiei toda uma vida. Coisas injustas que vou esperar que um dia se arrependam, porque de facto, é surreal. Tão surreal que eu nem cheguei a ler tudo o que me escreveram, porque com certeza eu iria fazer merda e nunca mais falaríamos na vida. E houve ainda, conhecidos - que nunca vão passar disso- que podiam ter tido uma vida e deixado de se meter tantoooooo na dos outros.

Um ano de indecisões: de não saber para onde me virar, de não saber para quem me virar, o que fazer, não conseguir tomar decisões, de me tornar num tipo de pessoa que não sou, de pôr em causa tudo e mais alguma coisa. E lidar com tudo o que estas situações implicam. tudo o que estar desempregado implica, tudo  o que está ligado a perder o amor da vida, perder o cão da minha vida.

Perder, perder, perder.

Mas lá está, do fundo não se passa, e a partir de agora só posso subir. E quero muito. E vou sair da minha zona de conforto. É uma promessa.

Obs: porra, afinal vou ter de dividir isto das coisas sérias em pelo menos mais dois posts até ao fim do ano


Pink? A sério? Eu publiquei Pink. Eu avisei que estava numa fase complicada. Mas que vai mudar e a partir de agora só publico Lady Gaga. Muahhahah.

O Ano em Blog _ Parte I

Este blog não é um diário. Costumo fazer alguns desabafos, mas não está nem perto de descrever 1/3 da minha vida. Transmito aqui apenas o que quero que se saiba. Logo, comentários como "estás a expôr muito em relação a determinado assunto". Sim, estaria, se não fossem 5 pessoas a saber ao que me estava a referir.

Mas é um facto, tornei isto muito pessoal este ano. Não era suposto, mas foi mais forte do que eu. Fiz muitos "posts sérios da semana", rúbrica que nem sempre se justificou- excepto no agradecimento aos meus pais. Aparentemente, senti necessidade de tornar isto algo sério para não enjoar de coisas aparvatadas. pronto, deu-me para ali, não os vou apagar, sempre fica registado.

Vou tentar ser blogger-parvalhão-em-full-time. Armar-me em esperto e opinar sobre tudo, porque tenho a mania que sei e que posso. E vou arrumar de vez com assuntos pessoais. Que vai começar depois da publicação deste.

Não foi um ano fácil. Desde 1981, penso que foi o pior de sempre. Penso isto todos os anos, mas o certo é que os anos seguintes conseguem ser piores. E eu - sem perceber bem porquê- estou relativamente são.

Ora este ano começou com a minha mudança para a terra-natal, porque numa das minhas grandes diarreias cerebrais, desisti da minha área de formação (ideia que ainda mantenho) e deixei a casa em Lisboa e rumei a casa. Pareceu-me acertado, uma vez que poderia "arranjar emprego, ganhar algum e poupar porque estaria em casa dos meus pais e teria alguma qualidade de vida". Burro de merda, pois claro. Eu a pensar que algum dia os ambientes familiares iriam mudar e que poderia haver relações normais. Burro, burro, burro d'um cabrão. Pode ser que um dia aprenda. nem emprego, nem vontade de fazer o que podia, nem nada. uma merda completa. Uma merda daquelas que pintam uma sanita à pistola. E quiçá, todo um w.c.

Fiquei desempregado até Outubro, mas até chegar o dia em que comecei o meu trabalho como reforço de Natal numa caixa perto de si, passaram-se milhentas situações complicadas. Estava apaixonado, claro! Só o amor é que podia fazer merdas destas- e eu só descobri isso este ano. Estive apaixonado por quem pensei ser o amor da minha vida (e ainda penso), mas deixei de ser correspondido. Sensação que também não conhecia, ser correspondido. E perdi o amor da minha vida este ano - duas vezes. DUAS VEZES, vêm como é possível ser burro e cada vez mais burro? Sou como toda a gente, espectacular a dar conselhos, péssimo a segui-los.

(para vocês, pessoas que estão desejando de saber sobre a minha vida amorosa, podem agora especular quem seria a pessoa, hein? já têm com que se entreter, quem é amigo, quem é?)

Mas mais grave, foi mesmo a morte do meu canito mais lindo do mundo. O meu companheiro desde os meus 16 anos, foi-se. Foi descansar. Foi-se livrar das dores físicas que já tinha nos últimos dias e deixou-nos. Deixou-nos as melhores recordações do mundo que os donos podem ter. Até porque tinha a personalidade das várias pessoas aqui de casa, conforme a situação. Sempre selectivo no que lhe convinha ouvir. Não sei a quem saiu...

Houve também facadas no peito por parte de amigos- não foi nas costas porque me disseram na cara- coisas que me foram ditas na cara,  por quem sempre tive o maior respeito do mundo e apoiei toda uma vida. Coisas injustas que vou esperar que um dia se arrependam, porque de facto, é surreal. Tão surreal que eu nem cheguei a ler tudo o que me escreveram, porque com certeza eu iria fazer merda e nunca mais falaríamos na vida. E houve ainda, conhecidos - que nunca vão passar disso- que podiam ter tido uma vida e deixado de se meter tantoooooo na dos outros.

Um ano de indecisões: de não saber para onde me virar, de não saber para quem me virar, o que fazer, não conseguir tomar decisões, de me tornar num tipo de pessoa que não sou, de pôr em causa tudo e mais alguma coisa. E lidar com tudo o que estas situações implicam. tudo o que estar desempregado implica, tudo  o que está ligado a perder o amor da vida, perder o cão da minha vida.

Perder, perder, perder.

Mas lá está, do fundo não se passa, e a partir de agora só posso subir. E quero muito. E vou sair da minha zona de conforto. É uma promessa.

Obs: porra, afinal vou ter de dividir isto das coisas sérias em pelo menos mais dois posts até ao fim do ano


Pink? A sério? Eu publiquei Pink. Eu avisei que estava numa fase complicada. Mas que vai mudar e a partir de agora só publico Lady Gaga. Muahhahah.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

As Fotos Do Milagre.

Foi um atraso de quase uma semana, mas aqui seguem as fotos (do milagre)das refeições feitas em família. Entretanto já me mudei para a minha Lisboa do coração e muita conversa tem de ser actualizada. Assim sendo, cá vão elas:
As minhas entradas e o prato principal da Mãe.

A primeira sobremesa do sobrinho

Outra sobremesa que o sobrinho fez, mas no Domingo para a minha despedida. O puto faz-se, para 12 anos..vai no bom caminho!

As Fotos Do Milagre.

Foi um atraso de quase uma semana, mas aqui seguem as fotos (do milagre)das refeições feitas em família. Entretanto já me mudei para a minha Lisboa do coração e muita conversa tem de ser actualizada. Assim sendo, cá vão elas:
As minhas entradas e o prato principal da Mãe.

A primeira sobremesa do sobrinho

Outra sobremesa que o sobrinho fez, mas no Domingo para a minha despedida. O puto faz-se, para 12 anos..vai no bom caminho!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Milagre Temporário.

Hoje o jantar foi feito a três. Tratei das entradas: tomates cherry, cogumelos, cebola picada, azeite, sal e queijo ralado+oregãos > tudo para o forno; a minha mãe fez o prato principal: filetes de pescada enrolados com courgette, puré e mais não sei o quê, e o meu sobrinho fez a sobremesa: banana, maçã, sumo de laranja e umas folhas de gelatina et voilá!
O que é que isto tem de interessante? Por meia hora parecíamos uma família normal. E sem gritar. Irreal, acreditem.
Entretanto já passou.

Milagre Temporário.

Hoje o jantar foi feito a três. Tratei das entradas: tomates cherry, cogumelos, cebola picada, azeite, sal e queijo ralado+oregãos > tudo para o forno; a minha mãe fez o prato principal: filetes de pescada enrolados com courgette, puré e mais não sei o quê, e o meu sobrinho fez a sobremesa: banana, maçã, sumo de laranja e umas folhas de gelatina et voilá!
O que é que isto tem de interessante? Por meia hora parecíamos uma família normal. E sem gritar. Irreal, acreditem.
Entretanto já passou.

domingo, 11 de março de 2012

Domingos & Fat'reino.

Desde pequeno que associo o domingo a um dia em que as pessoas se aperaltam. Não exageradamente, mas que têm algum cuidado com a aparência. Talvez por, desde sempre,  ver muitas famílias a ir à missa - apenas ver, porque como é sabido, eu não "apreceio" a igreja- talvez por ser um dia de família e de passear com a mesma, não sei...sempre foi a minha percepção desde puto.

Quando comecei a trabalhar, já comecei a compreender melhor, o chegar ao fim de semana e querer estar à vontade, descontraído.. principalmente se o emprego implica vestir-se de maneira formal. Porém, existem pessoas que levam esta "descontracção" demasiado a sério e pavoneiam-se em bando, rua a baixo, enquanto fazem o passeio dos tristes, com indumentárias medonhas, quase a roçar o Halloween.

Estas vestimentas são, geralmente, extremamente desportivas. Um fato de treino que a roçar uma perna na outra faz o som "fsssss, fsssss" (J.E. do u remember :) ?), uma calça da aeróbica "côderosa" toda esgalhada e russa na zona do cagueiro, um par de ténis com brilhantes e até quem sabe um neonzito, o uso abusivo da meia da raquete porque "é domingo e eu uso o que quiser", uma tshirt da "jantarada geriátrica de 1972" que parece saída do cú de um burro de tão amarrotada que está e outras pérolas textêis sem fim.

"Ah, mas as pessoas querem andar à vontade depois de uma semana de trabalho!" Compreendo, mas também compreendo que podem haver outras formas que não passem por ser obrigado a ver cuecas-saco-pão, através de calças côderosa esburacadas,  de donas que se sentem, aparentemente, desportistas.

Domingos & Fat'reino.

Desde pequeno que associo o domingo a um dia em que as pessoas se aperaltam. Não exageradamente, mas que têm algum cuidado com a aparência. Talvez por, desde sempre,  ver muitas famílias a ir à missa - apenas ver, porque como é sabido, eu não "apreceio" a igreja- talvez por ser um dia de família e de passear com a mesma, não sei...sempre foi a minha percepção desde puto.

Quando comecei a trabalhar, já comecei a compreender melhor, o chegar ao fim de semana e querer estar à vontade, descontraído.. principalmente se o emprego implica vestir-se de maneira formal. Porém, existem pessoas que levam esta "descontracção" demasiado a sério e pavoneiam-se em bando, rua a baixo, enquanto fazem o passeio dos tristes, com indumentárias medonhas, quase a roçar o Halloween.

Estas vestimentas são, geralmente, extremamente desportivas. Um fato de treino que a roçar uma perna na outra faz o som "fsssss, fsssss" (J.E. do u remember :) ?), uma calça da aeróbica "côderosa" toda esgalhada e russa na zona do cagueiro, um par de ténis com brilhantes e até quem sabe um neonzito, o uso abusivo da meia da raquete porque "é domingo e eu uso o que quiser", uma tshirt da "jantarada geriátrica de 1972" que parece saída do cú de um burro de tão amarrotada que está e outras pérolas textêis sem fim.

"Ah, mas as pessoas querem andar à vontade depois de uma semana de trabalho!" Compreendo, mas também compreendo que podem haver outras formas que não passem por ser obrigado a ver cuecas-saco-pão, através de calças côderosa esburacadas,  de donas que se sentem, aparentemente, desportistas.