terça-feira, 25 de setembro de 2012
As Gajas e as Malas.
Não é preciso ser um perito em moda para saber que as mulheres adoram, na sua maioria, malas. Sejam elas: grandes, pequenas, grossas, finas, de esguelha ou direitinhas (ainda estou a falar das malas), gostam de todos os géneros! Se forem de alguma marca famosa, melhor ainda...Curam ainda mais rápido as depressões.
E o pavonear pelas ruas a fazer inveja ás outras gajas? Tssshhh, maravilha! Outra prática para desanuviar depressões.Até aqui tudo tranquilo, mas minhas amigas, agora muito à séria e para aquelas que se passeiam com malas-que-parecem-que-vão-de-fim-de-semana-de-4 dias: quando usam esse acessório e sentem algum entrave, algum toque, uma ligeira pancada...secalhar é mesmo isso que estão a sentir e deviam tomar atenção a esses sinais.
E isto porquê? Porque vocês não ocupam o mesmo espaço quando as usam, não é? É.
E essas ligeiras pancadas talvez sejam vocês a encalhar com a mala na cabeça de alguém que está sentado numa esplanada, ou alguém que foi derrubado num banco do metro ou talvez alguém que já venha pendurado por uma manga num fecho de uma mala dessas.
Secalhar em algumas dessas cabecinhas já se fez luz e pensam agora: "Ah, então era por isso que a mala estava 90kg mais pesada". Sim, era.
Um conselho de alguém que já levou com malas nas trombas e cujas donas das valises seguiram viagem como se nada fosse, estejam atentas e não se esqueçam dos ditados:
" Há mar e mar, há levar com a prórpia mala nas ventas e depois se queixar"
"Se um estranho te oferecer uma bujarda com a tua mala, isso é...bem feito!"
Sempre ouvi dizer.
*Pequena mala de mão.
(do italiano valigia, pelo francês valise)
As Gajas e as Malas.
Não é preciso ser um perito em moda para saber que as mulheres adoram, na sua maioria, malas. Sejam elas: grandes, pequenas, grossas, finas, de esguelha ou direitinhas (ainda estou a falar das malas), gostam de todos os géneros! Se forem de alguma marca famosa, melhor ainda...Curam ainda mais rápido as depressões.
E o pavonear pelas ruas a fazer inveja ás outras gajas? Tssshhh, maravilha! Outra prática para desanuviar depressões.Até aqui tudo tranquilo, mas minhas amigas, agora muito à séria e para aquelas que se passeiam com malas-que-parecem-que-vão-de-fim-de-semana-de-4 dias: quando usam esse acessório e sentem algum entrave, algum toque, uma ligeira pancada...secalhar é mesmo isso que estão a sentir e deviam tomar atenção a esses sinais.
E isto porquê? Porque vocês não ocupam o mesmo espaço quando as usam, não é? É.
E essas ligeiras pancadas talvez sejam vocês a encalhar com a mala na cabeça de alguém que está sentado numa esplanada, ou alguém que foi derrubado num banco do metro ou talvez alguém que já venha pendurado por uma manga num fecho de uma mala dessas.
Secalhar em algumas dessas cabecinhas já se fez luz e pensam agora: "Ah, então era por isso que a mala estava 90kg mais pesada". Sim, era.
Um conselho de alguém que já levou com malas nas trombas e cujas donas das valises seguiram viagem como se nada fosse, estejam atentas e não se esqueçam dos ditados:
" Há mar e mar, há levar com a prórpia mala nas ventas e depois se queixar"
"Se um estranho te oferecer uma bujarda com a tua mala, isso é...bem feito!"
Sempre ouvi dizer.
*Pequena mala de mão.
(do italiano valigia, pelo francês valise)
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Dica do Desempregado Low Cost.
Há umas duas semanas, na revista SABADO nº436, o tema de capa era "As refeições mais saudáveis por menos de três euros". Nesta fase que atravessamos, nada mais regala os olhos (e a barriga) do que ver preços mínimos para alguma coisa que precisemos de comprar.
A palavra low-cost tornou-se a minha preferida, assim como a maioria dos produtos e serviços que estejam abrangidos por este conceito. Nunca fui de aproveitar cupões, cartões ou cagalhões...no entanto, já fiz uma ou outra compra através da Groupon e gostei.
Não morri por causa disso, e agora desde roupa na Primark, a comida em promoção no Pingo Doce, a visitar sítios que não se pague entrada...tudo isto e muito mais passou a ser a minha rotina. Pobre é assim, tem de saber gerir os três tostões que tem.E sim, ainda há pessoas que lêem o blog e não sabem que eu além de desempregado, também não recebo subsídio.
Vivo inteiramente dependente do dinheiro (e paciência) dos igualmente pobretanas, papás!
Isto para dizer o quê? Que gastei dinheiro na revista SABADO, não porque falava em refeições saudáveis, mas sim de refeições baratas. Já tinha posto em prática algumas das receitas - que realmente são boas e baratas- mas só fotografei a de hoje. Obviamente que nunca faço igual ao que lá está, quer seja por mania, quer seja por não ter os ingredientes no momento, em casa.
Assim, fiz uma sopa que faço muitas vezes, de bróculos e espetei-lhe um ovo cozido picado em cima:
E depois como só sopa não é uma refeição (leste, Mãe?) lá li por alto a receita de lulas que vinha na revista e fiz isto, que tinha bacon, lulas, chouriço & arroz de ervilhas e cenoura:
Pronto, era isto. Agora vou lavar a loiça.
A palavra low-cost tornou-se a minha preferida, assim como a maioria dos produtos e serviços que estejam abrangidos por este conceito. Nunca fui de aproveitar cupões, cartões ou cagalhões...no entanto, já fiz uma ou outra compra através da Groupon e gostei.
Não morri por causa disso, e agora desde roupa na Primark, a comida em promoção no Pingo Doce, a visitar sítios que não se pague entrada...tudo isto e muito mais passou a ser a minha rotina. Pobre é assim, tem de saber gerir os três tostões que tem.E sim, ainda há pessoas que lêem o blog e não sabem que eu além de desempregado, também não recebo subsídio.
Vivo inteiramente dependente do dinheiro (e paciência) dos igualmente pobretanas, papás!
Isto para dizer o quê? Que gastei dinheiro na revista SABADO, não porque falava em refeições saudáveis, mas sim de refeições baratas. Já tinha posto em prática algumas das receitas - que realmente são boas e baratas- mas só fotografei a de hoje. Obviamente que nunca faço igual ao que lá está, quer seja por mania, quer seja por não ter os ingredientes no momento, em casa.
Assim, fiz uma sopa que faço muitas vezes, de bróculos e espetei-lhe um ovo cozido picado em cima:
E depois como só sopa não é uma refeição (leste, Mãe?) lá li por alto a receita de lulas que vinha na revista e fiz isto, que tinha bacon, lulas, chouriço & arroz de ervilhas e cenoura:
Pronto, era isto. Agora vou lavar a loiça.
Dica do Desempregado Low Cost.
Há umas duas semanas, na revista SABADO nº436, o tema de capa era "As refeições mais saudáveis por menos de três euros". Nesta fase que atravessamos, nada mais regala os olhos (e a barriga) do que ver preços mínimos para alguma coisa que precisemos de comprar.
A palavra low-cost tornou-se a minha preferida, assim como a maioria dos produtos e serviços que estejam abrangidos por este conceito. Nunca fui de aproveitar cupões, cartões ou cagalhões...no entanto, já fiz uma ou outra compra através da Groupon e gostei.
Não morri por causa disso, e agora desde roupa na Primark, a comida em promoção no Pingo Doce, a visitar sítios que não se pague entrada...tudo isto e muito mais passou a ser a minha rotina. Pobre é assim, tem de saber gerir os três tostões que tem.E sim, ainda há pessoas que lêem o blog e não sabem que eu além de desempregado, também não recebo subsídio.
Vivo inteiramente dependente do dinheiro (e paciência) dos igualmente pobretanas, papás!
Isto para dizer o quê? Que gastei dinheiro na revista SABADO, não porque falava em refeições saudáveis, mas sim de refeições baratas. Já tinha posto em prática algumas das receitas - que realmente são boas e baratas- mas só fotografei a de hoje. Obviamente que nunca faço igual ao que lá está, quer seja por mania, quer seja por não ter os ingredientes no momento, em casa.
Assim, fiz uma sopa que faço muitas vezes, de bróculos e espetei-lhe um ovo cozido picado em cima:
E depois como só sopa não é uma refeição (leste, Mãe?) lá li por alto a receita de lulas que vinha na revista e fiz isto, que tinha bacon, lulas, chouriço & arroz de ervilhas e cenoura:
Pronto, era isto. Agora vou lavar a loiça.
A palavra low-cost tornou-se a minha preferida, assim como a maioria dos produtos e serviços que estejam abrangidos por este conceito. Nunca fui de aproveitar cupões, cartões ou cagalhões...no entanto, já fiz uma ou outra compra através da Groupon e gostei.
Não morri por causa disso, e agora desde roupa na Primark, a comida em promoção no Pingo Doce, a visitar sítios que não se pague entrada...tudo isto e muito mais passou a ser a minha rotina. Pobre é assim, tem de saber gerir os três tostões que tem.E sim, ainda há pessoas que lêem o blog e não sabem que eu além de desempregado, também não recebo subsídio.
Vivo inteiramente dependente do dinheiro (e paciência) dos igualmente pobretanas, papás!
Isto para dizer o quê? Que gastei dinheiro na revista SABADO, não porque falava em refeições saudáveis, mas sim de refeições baratas. Já tinha posto em prática algumas das receitas - que realmente são boas e baratas- mas só fotografei a de hoje. Obviamente que nunca faço igual ao que lá está, quer seja por mania, quer seja por não ter os ingredientes no momento, em casa.
Assim, fiz uma sopa que faço muitas vezes, de bróculos e espetei-lhe um ovo cozido picado em cima:
E depois como só sopa não é uma refeição (leste, Mãe?) lá li por alto a receita de lulas que vinha na revista e fiz isto, que tinha bacon, lulas, chouriço & arroz de ervilhas e cenoura:
Pronto, era isto. Agora vou lavar a loiça.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O Nunes foi à Manif.
Sendo eu alentejano, tenho desculpa para falar com algum atraso da manifestação de dia 15 de Setembro.
Foi a primeira vez que fui, porque fui sempre adepto do ditado "sempre com o povo, nunca no meio dele". Mas não há regra sem excepção, e sim, pensei: "Não vai servir de nada, mas já agora deixa lá ver o que dá, ou "Está sol e ainda dá para bronzear qualquer coisa no meio dos cartazes".
E fui. E gostei. E gostei dos cartazes todos que mandavam foder os políticos, bem como dos que os mandavam para o caralho e afins.
Gostava que surtisse algum feito, porque já não se aguenta tanta filha da putice. E porque foi bonito estar tanta gente, apesar do tempão que estava para a praia.
Foi a primeira vez que fui, porque fui sempre adepto do ditado "sempre com o povo, nunca no meio dele". Mas não há regra sem excepção, e sim, pensei: "Não vai servir de nada, mas já agora deixa lá ver o que dá, ou "Está sol e ainda dá para bronzear qualquer coisa no meio dos cartazes".
E fui. E gostei. E gostei dos cartazes todos que mandavam foder os políticos, bem como dos que os mandavam para o caralho e afins.
Gostava que surtisse algum feito, porque já não se aguenta tanta filha da putice. E porque foi bonito estar tanta gente, apesar do tempão que estava para a praia.
O Nunes foi à Manif.
Sendo eu alentejano, tenho desculpa para falar com algum atraso da manifestação de dia 15 de Setembro.
Foi a primeira vez que fui, porque fui sempre adepto do ditado "sempre com o povo, nunca no meio dele". Mas não há regra sem excepção, e sim, pensei: "Não vai servir de nada, mas já agora deixa lá ver o que dá, ou "Está sol e ainda dá para bronzear qualquer coisa no meio dos cartazes".
E fui. E gostei. E gostei dos cartazes todos que mandavam foder os políticos, bem como dos que os mandavam para o caralho e afins.
Gostava que surtisse algum feito, porque já não se aguenta tanta filha da putice. E porque foi bonito estar tanta gente, apesar do tempão que estava para a praia.
Foi a primeira vez que fui, porque fui sempre adepto do ditado "sempre com o povo, nunca no meio dele". Mas não há regra sem excepção, e sim, pensei: "Não vai servir de nada, mas já agora deixa lá ver o que dá, ou "Está sol e ainda dá para bronzear qualquer coisa no meio dos cartazes".
E fui. E gostei. E gostei dos cartazes todos que mandavam foder os políticos, bem como dos que os mandavam para o caralho e afins.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Palmadas.
Uma mulher no Pingo Doce, agarra numa alface e enfia-a na alcofa. Para o vegetal ficar mais leve e mais barato, arranca umas folhas da alfacita e atira para o chão. Não estando contente, pega nessas folhas soltas e põe em cima das outras alfaces que estão para venda. Azar o dela, eu estava a tentar comprar uma e saiu sem tempo de pensar: "Foda-se oh javarda!"
Apeteceu-me tanto dar-lhe uma palmadona nas mãos como se faz às crianças. Mas com esta impulsividade para má educação, quem leva um murro qualquer dia, sou eu!
E foi isto: com o mesmo à vontade que ela teve esta linda atitude, também seguiu a vida dela como se não se tivesse passado nada. Nem a alface, nem o que eu lhe disse. Javarda de merda, pá.
Apeteceu-me tanto dar-lhe uma palmadona nas mãos como se faz às crianças. Mas com esta impulsividade para má educação, quem leva um murro qualquer dia, sou eu!
E foi isto: com o mesmo à vontade que ela teve esta linda atitude, também seguiu a vida dela como se não se tivesse passado nada. Nem a alface, nem o que eu lhe disse. Javarda de merda, pá.
Palmadas.
Uma mulher no Pingo Doce, agarra numa alface e enfia-a na alcofa. Para o vegetal ficar mais leve e mais barato, arranca umas folhas da alfacita e atira para o chão. Não estando contente, pega nessas folhas soltas e põe em cima das outras alfaces que estão para venda. Azar o dela, eu estava a tentar comprar uma e saiu sem tempo de pensar: "Foda-se oh javarda!"
Apeteceu-me tanto dar-lhe uma palmadona nas mãos como se faz às crianças. Mas com esta impulsividade para má educação, quem leva um murro qualquer dia, sou eu!
E foi isto: com o mesmo à vontade que ela teve esta linda atitude, também seguiu a vida dela como se não se tivesse passado nada. Nem a alface, nem o que eu lhe disse. Javarda de merda, pá.
Apeteceu-me tanto dar-lhe uma palmadona nas mãos como se faz às crianças. Mas com esta impulsividade para má educação, quem leva um murro qualquer dia, sou eu!
E foi isto: com o mesmo à vontade que ela teve esta linda atitude, também seguiu a vida dela como se não se tivesse passado nada. Nem a alface, nem o que eu lhe disse. Javarda de merda, pá.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
E quando o Melhor Amigo morre?
A única certeza que temos na vida é que um dia vamos morrer. Outra certeza é que os cães também morrem, mas têm uma experiência média de vida muito inferior à humana - embora eles sejam muito mais racionais. Qualquer pessoa normal que tenha tido/tenha ou venha a ter um cão sabe que é assim: são inteligentes (quase todos), são espertos, são uma companhia gigante fiéis…mas lá está, têm a experiência média de vida muito inferior à nossa – factor este que nunca nos queremos lembrar até ao dia fatídico.
Se tivesse oportunidade de escolher, para uma outra vida, reencarnar em algo, seria ter a vida que o meu Tarik teve. Confesso, até tive um ciúme ou outro numa ou outra situação.
| Sim, isto sou eu no dia que fiz 16 anos. Não, não fiz 12. |
Levei-o para casa no dia em que fiz 16 anos. Contra a vontade (inicial) dos meus pais. Quis oferecer-me uma prenda e foi o que fiz. Sabia que uma cadela, esperta como nunca tinha visto, estava grávida e disse ao dono que queria um filho da bichana, pois seria com certeza muito inteligente. E a conquista super fácil começou no primeiro dia que lá dormiu: faço anos em Janeiro e o suposto dormitório do novo inquilino, rapidamente passou para o interior de casa. Aquele ganir de frio era impossível de ignorar.
A partir daí foi sempre a ganhar terreno, além de inteligente era lindão, e toda a gente sabe que são duas características difíceis de encontrar numa pessoa, mas o Tarik era essa pessoa.
Passeava dias inteiros sem uma coleira ou trela e quando voltava não tinha de dar justificações; nos Verões chegou a desaparecer durante algum tempo seguido em busca das cadelas veraneantes, que tal como acontece às bifas em Albufeira, vinham com o cio (incluindo uma que engravidou dele e deixou uma sucessão de Tarikinhos); a minha mãe arranjava-lhe a comida toda: desfiava frango, arranjava os lombinhos do peixe, só lhe dava fiambre de peru no forno (como eu), e tinha mimos, mimos, mimos. É verdade, numa casa onde nunca se mostraram muitos afectos, veio um cão e começou-se a ouvir falar diariamente “à bébé”. Sim, aqui também tinha ciúmes.
(Tinha material suficiente para escrever um livro equivalente ao “Marley e eu”, mas isto é um blog)
Há cerca de um mês que ele começou a dar sinais cada vez menos discretos que os 16 anos estavam a chegar e eu sugeri logo aos meus pais que o “puséssemos a dormir, porque ele já estaria em sofrimento”. Mas é sempre complicado passar do pensamento egoísta em que queremos o máximo possível a companhia do bicho, e o pensamento em que realmente temos noção que o bicho está em sofrimento. Ora bem, o canito como é de porte intermédio começou com problemas nas ancas e agora já se arrastava; teve logo nos seus primeiros anos, epilepsia que felizmente foi bem tratada, tinha um tumor num colhanito… Foram muitas as coisas que podia ter derrubado o meu Tarik, mas foi mesmo a velhice que conseguiu deita-lo completamente a baixo e leva-lo para longe de nós.
“Hoje o Tarik desistiu de viver”, disse-me a minha mãe a chorar baba e ranho ao telefone. “Então?”- disse eu. “Já nem o fiambre preferido comeu, nem se mexe para nada! Tem o olhar no vazio”. E tinha. E ontem a decisão foi levada avante e eu fiz 5.30 de viagem para estar com ele 20 minutos e me despedir . Como ele viu que não conseguíamos tomar a decisão, tomou ele! Eu sempre disse que ele era o mais esperto J
Meu Xuxajão Tarikão, foste das únicas escolhas acertadas que fiz na vida: no meio daquela cãozoada foi a ti que escolhi e não podia ter feito melhor. Obrigado por me teres mostrado que afinal há sentimentos lá em casa, que pessoas são capazes de exteriorizar sentimentos apenas por tua causa, que deixam de ir de férias porque não te conseguiam deixar sozinho. Obrigado também por seres a única pessoa a conseguir com que todos em casa esboçassem um sorriso “só” por abanares essa cauda mega farfalhuda. Obrigado por não deixares os amigos do meu irmão dormirem ou sequer se mexerem quando dormiam no sofá ao lado do teu (deu para rir bastante e durante muito tempo). E tantas outras situações…
Obrigado!! Mas meu sacana..não vai ser fácil para nós ficar sem ti. Nada fácil :’(
E quando o Melhor Amigo morre?
A única certeza que temos na vida é que um dia vamos morrer.
Outra certeza é que os cães também morrem, mas têm uma experiência média de
vida muito inferior à humana - embora eles sejam muito mais racionais. Qualquer
pessoa normal que tenha tido/tenha ou venha a ter um cão sabe que é assim: são
inteligentes (quase todos), são espertos, são uma companhia gigante fiéis…mas
lá está, têm a experiência média de vida muito inferior à nossa – factor este
que nunca nos queremos lembrar até ao dia fatídico.
Se tivesse oportunidade de escolher, para uma outra vida,
reencarnar em algo, seria ter a vida que
o meu Tarik teve. Confesso, até tive um ciúme ou outro numa ou outra situação.
| Sim, isto sou eu no dia que fiz 16 anos. Não, não fiz 12. |
Levei-o para casa no
dia em que fiz 16 anos. Contra a vontade (inicial) dos meus pais. Quis
oferecer-me uma prenda e foi o que fiz. Sabia que uma cadela, esperta como
nunca tinha visto, estava grávida e disse ao dono que queria um filho da
bichana, pois seria com certeza muito inteligente. E a conquista super fácil
começou no primeiro dia que lá dormiu: faço anos em Janeiro e o suposto
dormitório do novo inquilino, rapidamente passou para o interior de casa.
Aquele ganir de frio era impossível de ignorar.
A partir daí foi sempre a ganhar terreno, além de
inteligente era lindão, e toda a gente sabe que são duas características difíceis
de encontrar numa pessoa, mas o Tarik era essa pessoa.
Passeava dias inteiros sem uma coleira ou trela e quando
voltava não tinha de dar justificações; nos Verões chegou a desaparecer durante
algum tempo seguido em busca das cadelas veraneantes, que tal como acontece às
bifas em Albufeira, vinham com o cio (incluindo uma que engravidou dele e
deixou uma sucessão de Tarikinhos); a minha mãe arranjava-lhe a comida toda:
desfiava frango, arranjava os lombinhos do peixe, só lhe dava fiambre de peru
no forno (como eu), e tinha mimos, mimos, mimos. É verdade, numa casa onde
nunca se mostraram muitos afectos, veio um cão e começou-se a ouvir falar
diariamente “à bébé”. Sim, aqui também tinha ciúmes.
(Tinha material suficiente para escrever um livro
equivalente ao “Marley e eu”, mas isto é um blog)
Há cerca de um mês que ele começou a dar sinais cada vez
menos discretos que os 16 anos estavam a chegar e eu sugeri logo aos meus pais
que o “puséssemos a dormir, porque ele já estaria em sofrimento”. Mas é sempre
complicado passar do pensamento egoísta em que queremos o máximo possível a
companhia do bicho, e o pensamento em que realmente temos noção que o bicho
está em sofrimento. Ora bem, o canito como é de porte intermédio começou com
problemas nas ancas e agora já se arrastava; teve logo nos seus primeiros anos,
epilepsia que felizmente foi bem tratada, tinha um tumor num colhanito… Foram
muitas as coisas que podia ter derrubado o meu Tarik, mas foi mesmo a velhice
que conseguiu deita-lo completamente a baixo e leva-lo para longe de nós.
“Hoje o Tarik desistiu de viver”, disse-me a minha mãe a
chorar baba e ranho ao telefone. “Então?”- disse eu. “Já nem o fiambre
preferido comeu, nem se mexe para nada! Tem o olhar no vazio”. E tinha. E ontem
a decisão foi levada avante e eu fiz 5.30 de viagem para estar com ele 20
minutos e me despedir . Como ele viu que não conseguíamos tomar a decisão,
tomou ele! Eu sempre disse que ele era o mais esperto J
Meu Xuxajão Tarikão, foste das únicas escolhas acertadas que
fiz na vida: no meio daquela cãozoada foi a ti que escolhi e não podia ter
feito melhor. Obrigado por me teres mostrado que afinal há sentimentos lá em
casa, que pessoas são capazes de exteriorizar sentimentos apenas por tua causa,
que deixam de ir de férias porque não te conseguiam deixar sozinho. Obrigado
também por seres a única pessoa a conseguir com que todos em casa esboçassem um
sorriso “só” por abanares essa cauda mega farfalhuda. Obrigado por não deixares
os amigos do meu irmão dormirem ou sequer se mexerem quando dormiam no sofá ao
lado do teu (deu para rir bastante e durante muito tempo). E tantas outras
situações…
Obrigado!! Mas meu sacana..não vai ser fácil para nós ficar
sem ti. Nada fácil :’(
domingo, 9 de setembro de 2012
Silly What? Silly Steps.
Mas não tinha já acabado a silly season? O discurso do Passos devia ter sido em Agosto, não? É que silly mais silly não há.
Andam os Bombeiros ( a maior parte sem receber um tostão) a salvar literalmente um País em chamas e andam estas abéculas a ganhar rios de dinheiro e foder o pobre. É que se há injustiças, esta é uma das grandes. Caralho, pá.
Sai um bidão de vaselina, se faz favor!!!
Obs: Os Bombeiros, esses sim, merecem todo o respeito do mundo. Salvam vidas e de graça. Não as fodem como certos cagalhões que eu cá sei.
Aproveitem e vejam quanto vamos perder:
(Fonte Jornal de Negócios)
Andam os Bombeiros ( a maior parte sem receber um tostão) a salvar literalmente um País em chamas e andam estas abéculas a ganhar rios de dinheiro e foder o pobre. É que se há injustiças, esta é uma das grandes. Caralho, pá.
Sai um bidão de vaselina, se faz favor!!!
Obs: Os Bombeiros, esses sim, merecem todo o respeito do mundo. Salvam vidas e de graça. Não as fodem como certos cagalhões que eu cá sei.
Aproveitem e vejam quanto vamos perder:
(Fonte Jornal de Negócios)
Silly What? Silly Steps.
Mas não tinha já acabado a silly season? O discurso do Passos devia ter sido em Agosto, não? É que silly mais silly não há.
Andam os Bombeiros ( a maior parte sem receber um tostão) a salvar literalmente um País em chamas e andam estas abéculas a ganhar rios de dinheiro e foder o pobre. É que se há injustiças, esta é uma das grandes. Caralho, pá.
Sai um bidão de vaselina, se faz favor!!!
Obs: Os Bombeiros, esses sim, merecem todo o respeito do mundo. Salvam vidas e de graça. Não as fodem como certos cagalhões que eu cá sei.
Aproveitem e vejam quanto vamos perder:
(Fonte Jornal de Negócios)
Andam os Bombeiros ( a maior parte sem receber um tostão) a salvar literalmente um País em chamas e andam estas abéculas a ganhar rios de dinheiro e foder o pobre. É que se há injustiças, esta é uma das grandes. Caralho, pá.
Sai um bidão de vaselina, se faz favor!!!
Obs: Os Bombeiros, esses sim, merecem todo o respeito do mundo. Salvam vidas e de graça. Não as fodem como certos cagalhões que eu cá sei.
Aproveitem e vejam quanto vamos perder:
(Fonte Jornal de Negócios)
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
As Fotos Do Milagre.
Foi um atraso de quase uma semana, mas aqui seguem as fotos (do milagre)das refeições feitas em família. Entretanto já me mudei para a minha Lisboa do coração e muita conversa tem de ser actualizada. Assim sendo, cá vão elas:
| As minhas entradas e o prato principal da Mãe. |
| A primeira sobremesa do sobrinho |
| Outra sobremesa que o sobrinho fez, mas no Domingo para a minha despedida. O puto faz-se, para 12 anos..vai no bom caminho! |
As Fotos Do Milagre.
Foi um atraso de quase uma semana, mas aqui seguem as fotos (do milagre)das refeições feitas em família. Entretanto já me mudei para a minha Lisboa do coração e muita conversa tem de ser actualizada. Assim sendo, cá vão elas:
| As minhas entradas e o prato principal da Mãe. |
| A primeira sobremesa do sobrinho |
| Outra sobremesa que o sobrinho fez, mas no Domingo para a minha despedida. O puto faz-se, para 12 anos..vai no bom caminho! |
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Milagre Temporário.
Hoje o jantar foi feito a três. Tratei das entradas: tomates cherry, cogumelos, cebola picada, azeite, sal e queijo ralado+oregãos > tudo para o forno; a minha mãe fez o prato principal: filetes de pescada enrolados com courgette, puré e mais não sei o quê, e o meu sobrinho fez a sobremesa: banana, maçã, sumo de laranja e umas folhas de gelatina et voilá!
O que é que isto tem de interessante? Por meia hora parecíamos uma família normal. E sem gritar. Irreal, acreditem.
Entretanto já passou.
O que é que isto tem de interessante? Por meia hora parecíamos uma família normal. E sem gritar. Irreal, acreditem.
Entretanto já passou.
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