terça-feira, 8 de agosto de 2017

Costa Alentejana: O que o caravanista precisa saber.

Mais concretamente onde? Em Porto Côvo. Nem outra coisa seria de esperar, tanto porque é a aldeia que me diz alguma coisa, como por ser nesta altura do campeonato um cancro em termos de caravanismo.

E as virgens ofendidas do teclado podem já sossegar, porque nada do que vem a seguir é mentira e como em todos os assuntos, vai ser generalizado.

Se há caravanistas correctos, justos e essencialmente educados? Há, claro que os há. Daqueles que sentem mesmo aquela coisa do viver assim, aproveitar a natureza ao máximo e consequentemente respeitando-a? Há uma grande fatia do bolo.

No entanto, aqui para estes lados tem vindo maioritariamente o que não interessa que se traduz num valente reboliço de papéis cagados, falésias ocupadas e uma falta de respeito tremendo tanto pela terra, a natureza e pelos próprios colegas caravanistas.

E não há grande diferença entre portugueses e estrangeiros, em termos de má educação, é tudo igual.
Então o que é que se tem passado de há uns anos para cá com esta praga? Claramente uma distorção no conceito da caravana.

O que antes era "bem, isto é óptimo ter uma caravana, podemos conhecer imensos sítios, aproveitar a natureza (e respeita-la) e vou poupar imenso no alojamento, é uma forma super económica de fazer férias e conhecer tudo"- passou claramente para "Ah, que giro, vou ser destas pessoas também! Que engraçado, desde pequen@ qu o meu sonho é ter uma pão de forma! Vamos acampar em parques naturais onde é super proibido porque o que interessa é pormos no instagram a vista de onde estamos alapados"- os autocaravanistas 2.0.

Não há uma legislação escarrapachada que proíba certas atitudes, mas a GNR ou outras entidades competentes claramente podiam desempenhar assiduamente a sua função. Até porque isto não é de agora. Situações que pode actuar:


  • Caravanas estacionadas num parque de estacionamento em que na entrada está um sinal com a altura mínima de 2m- Praia Grande  (está lá a dizer que é proibido, logo...);
  • Caravanas estacionadas em parques de estacionamento laterais ao parque existente para caravanas, mesmo quando estes estão vazios. Porque é mais giro ser do contra e estacionar fora do parque;
  • Estas anteriores, frequentemente rebentam canos de terrenos (preparados para futuras obras) para tomar banho, encher garrafões, lavar roupa e ficam a correr dias inteiros;
  • Caravanas que despejam as necessidades na rua, falésia, estrada;
  • Caravanas que têm à sua volta estendais, grelhadores, atrelados e afins presos no alcatrão de um estacionamento para carros (é ocupação da via pública que se diz?);
  • Caravanas que estacionam em cima do circuito de manutenção para peões e bicicletas;
  • Caravanas que estacionadas em parques de bairros residenciais tapam a vista de quem la´mora e paga bastante pela vista;
  • Caravanas estacionadas a ocupar 4 lugares de estacionamento de carros.
Seria interminável esta lista, acreditem que sim. 
E agora vêm esbaforidos os caravanistas (ou autocaravanistas, whatever) dizer que nós precisamos imenso de vocês porque senão morríamos à fome (lido num grupo de facebook aqui da zona). 

Nós precisamos dos que deixam cá dinheiro, obviamente, mas surpreendam-se: Porto Côvo agora não tem 1/3 das pessoas que para cá vinham há 15 anos em comparação a agora. Pois. E nessa altura as caravanas que vinham ficavam nos parques de campismo ou as mais selvagens, o mais escondidas que conseguissem. 

Nunca mas nunca a serem a cara da terra assim que se cá entra. É péssimo, horrível as toneladas de caravanas juntas a tapar a vista das praias. Meus queridos, todos queremos vista para o mar, no entanto, deixamos a casa onde está e vamos para a praia. Vocês deviam fazer o mesmo.

(esta foto não é minha)


Código de conduta do caravanista, já leram? Eu já. E sei que vocês fazem muita coisa errada.
Há dois, dois, 2, dois(!!!!) parques de caravanas neste momento em Porto Côvo, onde não se paga nada para lá estar, nem 1€. Mesmo assim é mais giro desreipeitar.

Vocês, caravanistas educados, já que as autoridades não estão sempre disponíveis, dêem vocês uns toques aos vossos colegas, tipo: "olhe, isso é área protegida! Há ali um parque de caravanas! Esse fogareiro e esse estendal se calhar podia ocupar menos espaço". Não?
Era uma ideia.

Confirmem aqui se não é proibido.
Queremos ou não estar numa terra bonita e asseada? Então é fazer por isso ;)

E pronto, agora vou voltar ao registo de falar de comida porque é isso que eu gosto.


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Litoral Alentejano: Onde comer arroz de marisco #1

Marisco! Mariscadas que duram tardes inteiras, acompanhadas de vinhaça verde ou imperial, com a sol a dar na tromba! O que uma pessoa sonha com isto o ano e inteiro?! Eu pelo menos sonho. E sabem que mais? Este é dos meses onde fazer isso sabe que nem ginjas. Ou camarão.

Eu se pudesse escolher uma comida para comer o resto da minha vida escolheria camarão. Gosto, casava-me. Vá, batatas doces fritas também, mas agora o tema é marisco.

Ai o marisco! É muito, muito bom! Mas não é em todo o lado que o há fresquíssimo - ter muita atenção com isto, porque senão ainda falecem e já não chegam ao próximo Agosto.

Então o meu primeiro destaque para o melhor arroz de marisco que eu comi nos últimos anos (logo a seguir ao da minha Mãe), onde com toda a certeza do mundo que tudo é fresco é no Pedra da Casca, na Praia da Vieirinha em Porto Côvo, pois claro.

 Já aqui tinha feito referência a este restaurante por ser um dos sítios óptimos para fim de tarde, não vos contei logo é que tinha o melhor arroz de lagosta, o melhor arroz de marisco (também há a opção com lagosta) e um outro arroz que eu logo vos falarei também brevemente.


Por um lado, com muita pena nossa, não haverá nenhuma fotografia que transmita o cheiro e sabor destes manjares divinais. Por outro, ainda bem porque fotografias ensopadas em caldo também não devem ser grande coisa.
Como o que interessa aqui não é o meu sentido de humor, mas sim comida, foquem-se nisso.

Dica:


  • Evitem os fins de semana de Agosto, é muuuuuita gente. Muuuuita. Portanto não ajam como super ofendidos se alguma coisa demorar mais do que o normal. E se for demorar, acredito que sejam avisados antes.
  • Está aberto todos os dias.


Obs: se é proprietário de um restaurante e está ofendido com esta opinião o melhor que tem a fazer é mostrar-me o contrário.
Como? olhe, eu sou uma pessoa muito disponível para comer, ahahahah!


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Litoral Alentejano: Comer bem e barato #2

Está inserido na Costa Alentejana, mas infelizmente não tem vista mar.

Infelizmente nada, até porque quando se está a comer neste restaurante o que menos nos lembramos é que precisamos de ter uma vista espectacular. Mesmo.

Quando estiverem a caminho desta zona, sigam para Vila Nova de Santo André. Não, não é aí que é o restaurante, é entre esta cidade e Santiago do Cacém, ali algures no meio de nenhures (forçada esta aliteração, hein?) num pequeno povoado chamado Deixa-o-Resto, que é como quem diz aos turistas, "leave the rest" ou "laisse tomber".

Ponham no GPS que encontram, procurem Ti Lena. E Casa do Gin. Isso mesmo, no meio do nada...onde se uma pessoa demora mais tempo a piscar os olhos já atravessou a localidade e não reparou, eis que surge esta maravilha.

O ambiente é  óptimo (não venham pensar que isto é o Olivier ou o Eleven, poupem-me) e quem faz isso é mesmo a Ti Lena e companhia. Tanto quem está na cozinha, como quem atende, sempre uma equipa 5 estrelas, super atenciosos e educados (coisa que não abunda muito por estes restaurantes desta costa, uma vez que são trabalhos de Verão e há quem trabalhe forçado (refiro-me à malta nova, principalmente).

Agarrando nisto e falando na comida, ai senhores! Mas que secretos de porco mais maravilhosos são estes que aqui há? Eu já fiz estas refeições de porco em muito sítio, mas nunca encontrei igual, nunca desilude. Impecável, sempre. E a dose de secretos dá claramente para duas pessoas, mesmo que uma delas seja uma bestinha.



Choco frito, ui!  As migas? Ai migas, são tão boas!
O veado e essas caças disseram-me que se desfazem na boca (eu acredito, mas não como caça) e acabando nas sobremesas, é de salivar com tudo (levem toalhitas para não babarem as toalhas).

"Ai, já estou tão cheio que já nem me apetece a conta", dizem vocês armados em engraçadinhos e pobrezinhos (isso é na Comporta). Mas podem estar tranquilos, a conta é convidativa o suficiente para lá voltarem. Garantidamente.

Pensavam que não falava dos gins? Pois, são muitos. Dá um bailinho a muitas casas da capital em quantidades de marcas representadas e sim, também tem um Gin Master!
Tentem não ir no dia que eu vou porque eu quero ter lugar.
De nada.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Porto Côvo: Alojamentos Bonitos, Bonitos Que se Farta.

São mais alojamentos como estes (e como ESTES) que fazem falta nesta zona. Aliás, faz falta muita coisa por estas bandas. Ao contrário do que muitos pensam, Porto Côvo já recebeu muito mais gente do que recebe actualmente, portanto não, não estamos a ser descobertos agora.

Mas indo ao que interessa: alojamento. Alojamentos giros, modernos, daqueles que dão vontade de fotografar tudo. Desde a decoração ao pequeno almoço, a todos os pormenores existentes e que fazem a diferença. Para melhor.

Há pessoas que não ligam a esses pormenores, mas este texto então não é para elas porque quem está a escrever liga bastante, o que não faz e mim um entendido. Dito isto, quero apresentar-vos o mais recente (cerca de 5 meses), bonito, bem decorado e que prima pela simplicidade sítio onde podem ficar alojados. E muito bem instalados.

"Aqui n' O Lugar de Porto Côvo" tem agora um sentido literal, porque é mesmo o nome desta Guesthouse. As fotos falam por si e nada melhor do que visitar para confirmar.Tem das melhores vistas da aldeia e uma calmaria que não se associa ao centro da aldeia.

 Encontram facilmente no Booking, mas também há e-mails directos onde o Pedro e a Inês podem esclarecer todas as dúvidas que possam surgir.

Mais disto, se faz favor. Ora apreciem lá.












Saindo de Porto Côvo e seguindo na direcção de Milfontes, encontram a cerca de 4 km uma localidade de seu nome Cabeça da Cabra, que deu o nome a esta  Casa de Campo: Cabeça da Cabra.

 E quem é que se lembraria que numa antiga escola primária poderia ser feito um turismo rural super charmoso? A Maria, lá está! Já há coisa já de três/quatro anos atrás (sim, já tem esse tempo e mesmo assim acredito que pessoas residentes aqui na Costa Alentejana não saibam da sua existência) e confirma-se: fez uma escolha acertadíssima.

Perto de tudo e no meio do nada.
Há melhor?
Pode haver, mas não se compara com certeza com este sossego que pode ser aproveitado tanto pelo espaço exterior (onde também há produtos cultivados para serem servidos ao pequeno-almoço) como pela simplicidade da decoração, que aposta também no "menos é mais", misturando o tradicional com o moderno.

Para dinamizar ainda mais o espaço, a Maria tenta (quando há possibilidade) organizar workshops que podem ir desde a culinária ao yoga, onde quem está a usufruir da estadia pode também participar.

Portanto, se pensam que não podiam aproveitar melhor os dias no campo, pensem melhor, porque claramente podem.

As fotografias (roubadíssimas do instagram) transmitem a paz suficiente para querer reservar já. Depois de Agosto, naqueles fins de semana de Setembro e Outubro, em que voltar ao trabalho começa a puxar para a depressão, estes dois alojamentos são simplesmente...Perfeitos.










Não se façam à vida, não! E depois digam que estão lotados.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Litoral Alentejano: Praias Secretas ou mesmo quase #3

Mostrei-vos primeiro estas e depois estas (carreguem para ver os anteriores) e aqui vão mais duas pérolas marítimas com areia portocovense.

Se há coisa que uma pessoa aprecia é estar descansado na praia, com espaço para a toalha, não bater com a cabeça nos pés de alguém que ali se colou entretanto, conseguir conversar sem a pessoa do lado estar tentada a opinar pela proximidade física existente. Tão bom não é?

Mas nesta praia que vos vou apresentar não vai acontecer. E não é por não ser tão secreta quanto isso, é mesmo porque a praia com a maré cheia fica, digamos, quase sem areia.
Mas que é bonita é. É a dos Buizinhos. Confirmem lá:




Agora já chega de suspirarem. Levantem essas bundas da cadeira e venham cá ver ao vivo. Eu não sou d'intrigas, mas ia-vos fazer um bem à alma que nem imaginam.

Agora que já babaram exaustivamente, podem recuperar o fôlego porque vão precisar claramente. Começando a fazer a contagem: inspira, expira e cá vai mais uma belezura alentejana:




Querem saber uma coisa? Não sei como se chama esta praia (mas alguém me vai dizer entretanto), mas sei que é a minha favorita, porque nunca tem ninguém.E fica do lado sul da Samoqueira. 

Como podem ver, é fantástica. Pequena, com umas escadas muito inclinado-um-bocadinho perigosas para escorregar, mas...é ir com cautela! Também não é assim tãaaaao mau o acesso. E o que vale estar sozinho nessa lagoazinha quase privada? Uiiii, coisa boa.

E por hoje é isto. Já estão fartos de dicas de praias? Vejam este de comida enquanto eu preparo outra publicação alimentar.





quarta-feira, 19 de julho de 2017

Costa Alentejana: Sítios novos e com pinta que vale a pena conhecer.

Já estamos a chegar a uma altura em que, com tanta coisa moderna e gira que há, queremos ver essa modernidade espelhada nos sítios que frequentamos, nomeadamente aqui no Alentejo.Mas felizmente vão aparecendo locais porreiros, daqueles que nos apetece pegar no portátil e ir "trabalhar" para um café, por exemplo.

Têm wi-fi, têm comida boa e têm um ambiente agradável. Qualquer um dos três que vou mencionar a seguir.
Vamos começar por Vila Nova de Milfontes (aproveito já, para quem não sabe, para dizer que não se escreve Mil Fontes) onde há dois sítios que acho que merecem destaque, porque clássicos como a Mabi, já conhecemos e é escusado falar.

Abriu há poucos meses e chama-se "A Portuguesa- Mercearia & Petiscos" e o que é? Isso mesmo, meus perspicazes, uma Mercearia e tem petiscos. É daqueles spots que quer queira a pessoa tomar um belo pequeno almoço naquelas taças enormes cheias de frutos secos (incluindo figos), quer seja para um almoço rápido, para um petisco ao fim do dia (até tem alheira vegetariana) onde se destacam as tábuas de enchidos e saladas, é um sítio de eleição.

A oferta ainda é mais diversificada mas não se pode falar de tudo. No entanto, tem também um espaço exterior com uma esplanada toda catita e onde esporadicamente fazem música ao vivo.
Deixo-vos aqui algumas fotos para abrir o apetite:





Localização: numa transversal aquela rua principal de Milfontes. Segue em frente em vez de virar para o lado da Mabi e tem o Colégio do seu lado esquerdo. Depois disso, é a primeira transversal à esquerda também. Tem lá indicações, é como se fosse para o Cais.

Voltando à mesma rua principal em que se encontravam antes de virar, podem agora seguir em frente e  entram na zona sem trânsito, o primeiro largo que encontram à direita tem lá um botecozinho também todo engraçado de seu nome 18 e Piques.  Encontram facilmente pela esplanada branca no exterior.
Saladas, quiches, sumos naturais, mercearia, garrafeira e graças a deus... também há iogurtes. Ah, também há pólen em frasco e não, não é desse para fumar. Eu nem sabia que existia, portanto vejam lá as coisas diferentes que eles lá têm. Espreitem, não custa nada e não pagam por isso.



Depois desta mini volta em Milfontes, seguimos para norte, mas concretamente em Sines. E o que encontramos aqui? O Bom Remédio. É verdade, tem bom remédio se quiser estar num sítio bem localizado, com uma esplanada soalheira a maior parte do dia, bem decorado (cheirinho a moderno, finalmente) com pratos do dia e restante ementa diferente de qualquer outro sítio - pelo menos nesta cidade.

Também tem sopas, sumos naturais, uns triângulos de aveia com frutos silvestres divinais, bem como um "snickers" caseiro.
Tem o horário alargado ao fim de semana, funcionando também como bar. Acho que é o espaço com mais potencial de Sines para vingar com sucesso por tudo o que escrevi anteriormente. É o café mais giro de Sines.







  •  Agora na altura do Festival Músicas do Mundo a coisa deve ser diferente, portanto não posso garantir nada em relação a ementas e horários;
  • já sabem, mais informações, têm o link para as páginas do facebook de cada local.
De nada!









segunda-feira, 17 de julho de 2017

Litoral Alentejano: Onde comer por menos de 10€

É mais que sabido que fazer férias na Costa Alentejana não é propriamente sinónimo de gastar pouco dinheiro. É quaaaase tudo um bocadinho inflacionado, vá. E um dos sectores bastante atingido é exactamente o da restauração.

Contudo, podem parar de chorar a pensar que vão morrer à fome (emagrecer também nunca matou ninguém, a não ser que tenham hipertiroidismo ou uma anorexia valente), porque aqui vai uma pequena lista de uns sítios porreiros para comer em Sines, caso venham agora ao Festival Músicas do Mundo, por exemplo.

Com uma nova gerência desde o início ano, podem encontrar o Cantinho, onde certamente comerão por menos de 10€, até porque os menus do prato do dia (que incluem: pão, azeitonas, prato, bebida e café) são 8,5€.
Além disso, especialidades como polvo à casa ou choco frito são outras alternativas que não passarão a dezena de euros e  que vale a pena petiscar. Não esquecer que o atendimento é bom.






Dica: não sei se durante o Festival vão existir todos os pratos que há normalmente, no entanto, é uma questão de lá darem um saltinho.

Se saírem deste restaurante e seguirem para a direita vão encontrar, já junto ao castelo, uma tasca. Mas das verdadeiras, não daquelas hipsters-chic-urban-modernas-quase-tascas. Chama-se Adega e é o que se quer. Frango assado, sardinhas, febras, entremeadas e mais um leque de pratos bem servidos, baratos e atendimento rápido. Mais do que isto? Não é preciso.

Quem é amigo? Pois.

Por outro lado, se vos der a fome e tiverem um pouco afastados do centro histórico, e tiverem por exemplo onde é a esquadra da polícia (salvo seja), existe por lá uma rotunda onde de um lado fica uma escola primária e noutro fica a minha próxima sugestão. Chama-se Cafetaria Moreira.

Tem um pouco de tudo, desde aos pratos do dia (que já provei uns quantos e recomendo- que também é tudo caseirinho e como deve ser), francesinhas, os hamburguers (Aiii, os hamburguers!).
Também tem petiscos e gelados (que em Sines há em poucos sítios- sem ser da Olá)


(Estas fotografias roubei do facebook  porque não tirei quando lá estive)


Resumindo: há mais alguns sítios em que facilmente se pode comer por menos de 10€ e estou certo que os residentes destas zonas conhecem imensos, no entanto, estas publicações são essencialmente para não residentes, claramente.
É para os orientar. Se tiverem mais sugestões, enviem para analisar ;)



Obs:
  • Podem ver as localizações e restantes fotos no facebook de cada local carregando em cima do nome.














quarta-feira, 12 de julho de 2017

Porto Côvo: os melhores sítios para ver o pôr do sol.

Santorini, desculpa, mas o pôr do sol mais bonito não é aí.
Quem acha isso isso foi quem ainda não esteve aqui. Sim, porque eu já fui imeeensas vezes a Santorini e sei do que falo. Além de que nós podemos acompanhar esse evento enquanto comemos pão alentejano, coisa incomparável, portanto não inventes.

Alentejo- 1 Santorini- 0

Independentemente da parte da aldeia em que se está ao fim da tarde, desde que seja em Porto Côvo, o céu vai estar sempre fantástico. Mas para quem não é de cá pode anotar estas dicas para usufruir plenamente desta belezura.

Ilha do Pessegueiro.
Tinha de ser. Começar pelo óbvio até para quem não é desta zona. É um dos símbolos de Porto Côvo e quando o Sol se põe mesmo por trás da Ilha (só acontece no Verão) resulta num espectáculo que esta fotografia não faz jus.

Dica
Levem toalhitas para o caso de irem fazer um xixi às dunas, porque as casas de banho ficam longe. Não deviam, mas quem nunca?
Não se esqueçam também de levar máquina fotográfica o telemóvel para tentar tirar fotos como deve ser.

Baía dos Pescadores (para os locais: Praia do Peixe)

A baía dos Pescadores fica no centro da aldeia (vá, a aldeia é um centro). Descendo a rua principal e virando na primeira à esquerda (onde iam dar ao Ahoy, lembram-se?), vão até ao fundo e chegam ao vosso destino.
Onde podem apreciar o tão popular sunset? 
Podem descer a ladeira que fica do vosso lado esquerdo e vão apreciar de onde essa foto foi tirada
ou
Seguem para a direita onde existe um passadiço de madeira, hão de encontrar uma espécie de miradouro em madeira com um banco, mas não fique aí, continuem em frente e sentem-se nu banquinho branco, daqueles antigos e apreciem a vista.

Seguindo para a direita, poderia dizer-vos para apreciarem na Praia dos Buizinhos, mas no Verão vai imensa gente para esse sítio. Logo, se querem fugir de pessoas (tal como eu, não vão para aí!!), vão antes para a:

Praia do Banho (ou Pequena)


Dica:
Quando estão de frente para a praia, vão para a esquerda e depois frente, passem um mini caminho estreito e sentem-se num banco que lá está. é um sossego. Podem também ir para o farol. Às 11.

As três seguintes, justificam-se por si só. E por causa das fotografias também.

Praia Grande, Samoqueira e Vieirinha.
Praia Grande.



Praia Grande também.


Praia da Samoqueira (sempre, sempre sem 'u' )

Praia da Vieirinha 

Estas são suficientemente grandes para apreciarem o final de dia sossegados, sem levarem uma bolada na tola de um Jean-Pierre, sem gritos de Nancys Jessicas a acudir os filhos...! Com tranquilidade- já dizia esse grande filósofo.

Dica: apreciar isto numa esplanada, enquanto se come uma saladinha de polvo e se molha o pão no azeite e se acompanha com um vinho branco? Sem outros estabelecimentos ao pé a fazer barulheira?


É possível, vão ao Restaurante Pedra da Casca na praia da Vieirinha. Ali mesmo entre Porto Côvo e São Torpes. Coisa de 6 minutos de carro, se tanto!


  •  No instagram tenho mais uma tonelada de fotografias com o pôr do sol alentejano, lisboeta e etc, sigam AQUI.

domingo, 9 de julho de 2017

Mais 7 Coisas que o turista deve saber quando visita o Alentejo.

Baseado em factos reais e no seguimento desta publicação de há uns dias, o turista deve saber:

1. que quando pede uma tosta mista sem queijo se chama tosta de fiambre;

2. que se numa recepção lhe perguntarmos o nome, a resposta não começa por: Sou Dr. XX até porque ninguém perguntou a profissão;

3. o turista deve saber também que quando pede um prato extra, escusa de dizer: quero um prato limpo;

4. que nem toda a gente está de férias e consequentemente nós precisamos de conduzir a mais de 15km/h na estrada que liga por exemplo São Torpes a Porto Côvo;

5. que perguntar se a sandes é em pão alentejano é um bocado parvo.

6. que Porto Côvo é no Alentejo e não vale a pena insistir com os locais que é Algarve;

7. os sinais de trânsito tais como: proibida a passagem a transportes com mais de 2 metros de altura; querem dizer isso mesmo, que as caravanas não podem passar.

Surpresas atrás de surpresas, não é?
Aqui também.

Relembro: tudo verídico.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Litoral Alentejano: Alojamento Low-Cost #1

Esse martírio que é encontrar alojamento na costa alentejana. É não é? Ora pela disponibilidade nos meses mais movimentados, ora pelos preços que nem sempre são o que queríamos muito, muito.

Onde ficar? Será central? Asseado? Bom atendimento? Tem wi-fi? Os donos são porreiros?

Sim, sim, sim a tudo no que respeita a estes dois alojamentos que vos vou mostrar a seguir. Um em Porto Côvo e outro em Sines.

Começando pelo de Porto Côvo, temos o Ahoy Porto Côvo Hostel, que já existe há coisa de 4 anos e que está no centro da aldeia. Portanto, estando na rua principal (a única que cá existe sem trânsito) basta descer e antes do fim, virar à esquerda. Está devidamente identificado e fica no lado direito da rua. Dúvidas da localização? Nenhuma, não é? Super fácil. Ainda por cima se vierem de autocarro cheios de malas... a rua é a descer.

Serão recebidos pelo Zé, que sendo um moço viajado vos vai explicar, aconselhar e contar o que de mais interessante podem fazer por estes lados conforme os vossos objectivos na estadia o que faz (também) com que se sintam em casa.

O alojamento, esse é bastante conhecido pela sua limpeza e arrumação, portanto mais uns pontos a favor. Nunca esquecendo que as camas são confortáveis, porque afinal de contas...a malta também quer dormir bem. Casas de banho e Cozinha sempre impecavelmente limpas.

Mas para dar uma ajudinha, aqui seguem umas fotografias.











Nunca é demais lembrar que também tem um espaço exterior, que dá tanto para quem quer estar à sombra como para quem quer ficar refastelado ao sol.

Pontos negativos? Pode estar lotado e vocês não conseguirem reservar. Para a próxima pensem nisso mais cedo!


Caso aconteça, uma boa opção que têm é ficar em Sines. Não, não chorem! Eu sei que Porto Côvo é mais bonito, mas Sines fica a 12 minutos de carro.
Verdade, não dá para beber e conduzir (nem aqui nem em lado nenhum- não vão os senhores agentes ler isto), mas pelo menos ficam bem instalados.

Este novíssimo Hostel Origens -  sim, foi inaugurado este ano - onde serão recebidos pela Isabel, que é uma figura conhecida em Sines pela sua boa disposição e simpatia, que vos orientará na vossa estadia. O que quiserem saber sobre Sines, ela saberá com certeza guiar-vos. Não contem a ninguém, mas para terem a certeza que é mesmo uma divertida, ela já foi Rainha do Carnaval de Sines! eu não disse?

A Isabel decorou todo o espaço com imensos pormenores, na maior parte feitos por ela (aproveitou, reaproveitou, reciclou e pintou) o que torna o espaço ainda mais acolhedor.

Dispõe de camaratas (onde partilham o vosso espaço com desconhecidos- rezem para que não seja alguém que ressona) e também de quartos duplos. Mostro-vos em seguida alguns dos espaços








Somos alentejanos, mas fazemos ou não umas coisas bonitas? Leva tempo mas fica como deve ser, não fica? E acessíveis, quem diria?!

Obs: se carregarem em cima do nome dos Hostels vai dar à página de facebook onde estão todas as informações necessárias sobre estes alojamentos.
De nada! Até já.