quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Paneleirice do dia.



O Chef Nuñez hoje fez este pitéu:

Ordem.

Sabem aquela Lei de Murphy que no diz que no trânsito, a fila em que nós estamos é a que vai sempre demorar mais? Eu também sei e concordo e aplico-a também à fila do Pingo Doce. Obviamente que pegar numa teoria de um estrangeiro e aplicá-la em Portugal a coisa não pode ser taliqual. A coisa piora quando se ouve ao microfone: "TUNUNUUUU, é favor passar por ordem para a caixa 5."


O tuga, claro está, como bom malcriadão que é...omite pseudo-ingenuamente, a palavra "ordem" no seu limitado cérebro e entre placagens, empurrões e umas asneiras lá consegue passar à frente dos outros que estavam hà vinte minutos nas filas vizinhas. Acaba muitas vezes esta acção maquievélica com um: "Não estava aqui ninguém!" E não estava, porque quem era suposto estar, provavelmente está no chão com a omoplata deslocada.
Querido leitor: se algum dia já vez isto, aviso-o já que se habilita a ter azar um dia, e sair de lá...não com os petit gateux no saco e sim no pacote. Are we clear? Coool :)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vai Dji Metro, Satanáis!

Uma sala em que qualquer frase/barulho/respiração entoava de forma incomodativa, uma senhora de meia idade, de joelhos em frente a um homem um pouco mais novo. Ela gemia, arfava e as lágrimas caíam como cataratas. Ele agarrava-lhe na cabeça, fazendo movimentos bruscos para trás e para a frente. Entre muitas frases que lhes dirigia, sobressaiu: .(Ler em brasileiro; com o novo acordo ortográfico, portanto)
"Sai demóoooooooooonio dessa alma puuuuraaaaaaaaaaa! "Ao contrário do que essas mentes depradas já estavam a imaginar,ele não estava  tentar tirar-lhe os demónios através de sexo oral (vulgo, alfineite de peito). Estava a exorcizá-la. se bem que há pessoas que quando estão a ter sexo, também parecem possuídas, mas isso é outro post.
Uns 15 anos depois desta primeira experiência traumatizante, duvidosa e estupidamente ridícula eis que me deparo com esta revista que vem revolucionar o mundo da Medicina. Atençãoo: parooooooou tudoooooo! Investigadores, cientistas, médicos e todas as profissões que possam estar relacionadas com a descoberta da cura do virús da SIDA. Baixem os braços e

Baixem os braços e deixem-se estar sossegaditos. Estas décadas de pesquisa foram em vão e está aqui escarrapachado o testemunho disso mesmo. O Vandir Ribeiro contou a sua história na revista da IURD: foi lhe diagnosticado Hepatite C, problemas de tiróide e HIV..mas entretanto estava a decorrer a Fogueira Santa em Israel e voltou curado. Portanto minha gentji, toca a dar umas valentes quecas desprotegidas, pôr a boca em todo o lado, trocar seringas uns com os outros (para poupar, claro!) que depois é só seguir viagem para a Fogueira Santa. Porque é que haveriam de ser a favor dos métodos contraceptivos?
Palhaços pá!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Paneleirice do dia.

Disse assim à mãe: Manda-me coentros! Poucos! Porque aqui em Lx só compro aos molhos e não uso assim tanto!
-Ok.
Dois? Não! TRÊS molhadas de coentros maiores do que as que costumo comprar. Obrigado, mãe!
Como é que eu os despacho agora? Fui ao google e apareceu "creme de coentros", o que não me agrada muito, pois sou fã de sopa de entulho e da pedra e familiares dessas. Não destes cremes paneleiros.
Mas ficou bom e mais do que aprovado - eu não preciso que ninguém prove para chegar a essa conclusão, confio no meu bom paladar- e com o mê toque alentejanoooooo: panito do Alentejo directamente para a frigideira, passando antes por azeite e alho. Nhami.

P.S: Claro que não foi só isso a janta, tive de fazer frango para acompanhar, que só cremezinhos não matam a fome, nem àquelas criancinhas que apareciam no cartaz ao lado do Steve Jobs a dizer: one dies, million cry, million die no one cries.

Anuncio Emprego: Algarve em Odivelas

Foi claramente escrito por um algarvio :)
Algarvios: não me saltem já à espinha porque eu não estou a gozar com vocês. Aliás, o vosso sotaque é quase tão giro como o meu..não fosse eu alentejano. Majeu gosto mais do alentejano.

domingo, 27 de novembro de 2011

Histeria.

Em algumas situações - em que o limite da paciência foi ultrapassado em muito (mas meeeeeesmo muito) - em que os nervos dominam uma situação/conversa, já me aconteceu chamar a alguém: histérica/o de merda! E o que é que isto tem de interessante? Nada, na verdade nada. Mas em primeiro lugar, mostra que não chamei filh@ da puta e que já sou uma pessoa com raiva muito mais controlada (not) e em segundo lugar mostra outra coisa. Mostra que muitas vezes nos tornamos em quem criticamos. Quando se chama isto a alguém, não estamos propriamente a fazê-lo no mesmo tom em que pedimos 150 gr de fiambre no Pingo Doce. Fazemo-lo como? Histericamente, pois atão que é. Eu faço-o e acho estúpido. E de todas as pessoas que me irritam pelas suas suas atitudes parvas, as histéricas estão no pelotão: acho que o impulso para lhes espetar uma lambada dans la visage demora menos de um milésimo de segundo a ser gerado. A sorte é que eu sou controlado. Muitíssimo. Porque segundo a Cátia da Casa dos Segredos, uma pessoa não pode agir assim de cabeça fria.
Histeria gera histeria. E nervos geram necessidade de ter aulas de kickboxing ou afins.
Obs: Se alguém souber onde há aulas de kick (a bons preços) é favor informar que eu sou uma pessoa que fica muito agradecida.
Obs1: Este post não tem interesse nem graça nenhuma, contudo há um lado bom: é escrito e vocês não me ouvem gritar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nunes e o Ministério das Finanças

Sim, entreguei o IRS atrasado 1 mês. Mas entreguei.
Então recebi este email e era dos que dava para responder para um Chefe de Secção. Dava e eu respondi:

Carreguem lá na imagem e leiam. Eu sei que não resolve nada, mas é por eu responder, que não vou a manif's. Eu faço a minha parte. este mail resolve tanto como as manif's, mas com isto eu fico mais alividado.
Já agora, Ministério das Finanças: vai para o caralho. E vão me penhorar o quê? Eu é que vos dou uma penhorada e é nos cornos... e o valor da multa (lá terá de ser).

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nunes Popular.

(estou sem acentos no pc, portanto sosseguem quando virem alguma falta de)

Por alguma coisa se ouve falar em SABEDORIA popular. Nao ha que enganar.
Ainda nao conhecia este ditado e costumava pronunciar-me sobre isto de uma maneira obviamente mais brejeira:

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pitéu d'Hoje

Poderia ser uma comidita gourmet: se tivesse 3 fios de esparguete, metade do esparregado e 1/3 do bacalhau desfiado ( passado em azeite e alho). Mas não é! São paneleirismos que não me assistem. Ou bem que se enfarada como deve ser, ou bem que não. E aqui enfarda-se. E arrota-se bastante também.

Ridicularidades.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Anuncio da Optimus, oops..Budweiser

Vi a primeira vez e achei super giro e interessante o conceito criado pela Optimus: música gira, gente gira, blá blá blá (até aqui nada de novo)!
Começou a piorar depois de ouvir umas milhentas vezes, ainda assim não era insuportável (sim, estou a ser bonzinho). Depois vieram os duetos improváveis (iniciativa gira também, sempre com o all together),  e agora as flashmob's onde o all together é cantado e refeito em mais não sei quantos estilos....Foda-se. Que enjoo.
E assim se estraga uma campanha que era boa. Sim, porque cansa. Óltuguéder náuu: Not.

Oops...Qualquer semelhança com o anuncio da optimus..é pura coincidência.

http://www.youtube.com/watch?v=kzqd2w1wdCc&sns=fb

O Metro é Que Sabe.

Aqui? Mesmo, mesmo aqui? 'Tá beeeeeeemmmm!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Dicionário: Uma Palavra por Dia.

Definição do verbo foder: acto de viver em Portugal, sendo governado por quem está no poder.
Substitui muitas vezes a expressão popular: "comer e calar".
Antigamente utilizado para designar o acto sexual sem amor, mas caiu em desuso. Nunca mais ninguém teve vontade de praticar.

domingo, 13 de novembro de 2011

Aborreces-me.



As pessoas parvas estão para o meu blog, como eu estou para o Sol. E agradeço desde já por existirem (tanto pessoas, como Sol). Sempre falei sobre pessoas com as quais me cruzo, muitas delas, forçosamente. Ou porque trabalham num café onde eu vou, ou porque são funcionários públicos, ou seja por que razão for.
Nunca escrevi - ou pelo menos não me lembro (à excepção da minha mãe)- de escrever sobre alguém próximo. Sobre aquelas pessoas que consideramos amigos...nunca escrevi ou pelo menos nunca dei muita importância.
Isto é tudo muito giro - não haja dúvidas- escrever sobre situações rídiculas que acontecem diariamente, mas quando estão envolvidas pessoas com as quais não interagimos forçosamente, e sim espontâneamente-porque gostamos delas- a coisa torna-se aborrecida. Sim, torna-se. Até porque o rídiculo em questão é de outro nível.
Poderia divagar imenso - não, não podia porque detesto e não sei divagar - sobre isto e poderia inclusivé pôr nomes. Mas eu não sou cabrão nem filho da puta. Além disso, gosto de pessoas que falham enquanto interpretam o seu papel de amigos. Gosto mesmo. E gosto ainda mais, quando chegam pelo seu próprio pé (ou mini-cérebro) a conclusões: "Oops, secalhar falhei; secalhar devia ter falado directamente com ele; secalhar não devia ter especulado; secalhar precipitei-me; secalhar pensei erradamente ou talvez nem tenha pensado". Sim, de todas estas hipóteses, a última é a que melhor se enquadra. Secalhar não pensas. Secalhar nunca pensaste. Secalhar a única coisa nessa cabeça é cabelo-sim, lá dentro.

Às vezes tenho pena, mas desta vez não. Aborreces-me.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cara de Crise.


Há a chamada cara de caso, mas como temos de actualizar as expressões tendo em conta o contexto socio-cultural, há também a cara de crise. As características visíveis de AMBAS AS DUAS são semelhantes, no entanto, a origem destas expressões faciais é que difere.
Vocês hão (ou hadem) de reparar na cara das pessoas, principalmente aqui em Lisboa (só porque há mais gente, logo há mais possibilidades) e ver o grau de trombice desta malta. Numa escala de felicidade de 0 a 10, os tugas andam a rondar o - (menos)25. Eu não sei como é que não há aí pessoas a tropeçar mais, porque com beiças e rugas - tão caídas, tão franzidas,tão tudo- não sei como não tropeçam. Parece que andam a imitar a cara do Granger a apresentar o Elo Mais Fraco.
E vocês agora pensam (claro está, não aplicável a todos os leitores): É normal..a malta vai ficar sem subsídio de férias, sem subsídio de Natal, vai ter de trabalhar mais meia hora (aquela que vocês chegam atrasados), logo, a malta anda infeliz e daí o mega trombil. Na, na, na, na,na. É a cara: foda-se-atão-onde-é-que-está-a-crise-se-os-centros-comerciais-continuam-ao-barrote-e-eu-preciso-de-ir-à-Zara?
Pois é meninos, a crise não existe. Não passa de um pesadelo. Não é real. Mesmooooooooooo! Ainda hoje estive no Colombo (não, não fui ás compras-fui reparar coisas avariadas) e... nossa senhora do consumismo...você este ano deu-lhe com mais força!
Existem aquelas alturas, em que os C.C. estão cheios, mas vê-se perfeitamente que ou foram almoçar ou só estão mesmo de visita. Mas não foi o caso: sacos, saquinhos, sacões, saquetas e outras punh***tas. Tudo a carregar, tudo a encher até mais não.
Não consigo perceber o que passa na cabeça destas pessoas...estarão a compreender mal as notícias?
(Senhores das notícias: em vez de falarem, façam desenhos, é que não se aguenta)
Pessoas, quando se ouve que o euro vai desvalorizar, não é para gastar todo enquanto ele vale alguma coisa. Se bem que dá vontade...Eu sei.

domingo, 6 de novembro de 2011

Assédio Sexual Laboral

"Chama-se assédio sexual no local de trabalho a qualquer comportamento ou manifestação, por palavras, gestos ou acções, de natureza sexual, não desejado pela pessoa a quem se destina e que se considera, portanto, ofensivo".

Trocando por miúdos (sossega Carlos Cruz), pode-se dizer que uma pessoa sobe na vida em troca de uma valente queca ou sexo oral ?? Ena, ena...porque é que se queixa tudo da vidinha?
Mas é uma coisa que só vejo em estudos, em filmes, em telenovelas, em séries...não conheço pessoalmente ninguém que se queixe disto. É sempre a amiga da prima da cunhada da tia da prima da madrinha do cão - que sobe na horizontal- que nunca se chega a saber quem é. Ah e não sei quê...tal foi promovido/a porque anda enrolado/a com patrão/patroa. E então? Querem ficar como a Grécia? Se é esta a única forma de produzir mais...
Pessoas, gostava então de vos alertar: se souberem de alguma empresa que funcione assim - sem ser uma casa de putas- avisem-me! Mas avisem-me mesmo. Juro que não é para fazer queixa à Inspecção Geral do Trabalho...é que eu preciso mesmo de emprego ;)
Vá, tudo a enviar os contactos que eu tenho contas para pagar, ok? Urgente, urgenteeeeeee!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

(Des)Alfaiate Lisboeta II

Existem por todo o lado pessoas elegantes, com estilo, agradáveis à vista. Que não precisam de estar extremamente bem vestidas e uma pessoa vê logo que são umas/uns senhoras/es. E depois há isto.
Alfaiate, por favor..já te pedi para começares a bater nas pessoas. É que se não te chegas à frente, chego eu! E eu não quero nada gozar com pessoas...! Assim de repente até me faz lembrar a Ronalda-Mãe, a D. Dolores...

Xuxucas mai lindas!!! Grauuuu. So faltava a bota branca... que poderia ser igual a esta.
E elas de frente eram ainda melhores, qual Audrey Hepburn.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Manuseamento de Guarda-Chuvas.



Nunca fui daquelas pessoas que algum dia teve um guarda-chuva. Nem quando eraputo, nem agora, nem quando há temporais..aí - obviamente- não saio de casa. E os guarda-chuvas não foram feitos para dias de vento, aliás, basta contar quantos estão espalhados pelas ruas de Lisboa, assim que faz uma corrente de ar. Eu não sou d'intrigas, mas parece-me que quem faz isto são pessoas com feitio parecido ao meu...parece-me uma atitude que tivesse, caso o guarda-chuva se virasse: dar-me uma veneta gigante e atirar aquela merda fora! Por isso é que eu não uso. E não o o atiraria para a rua, no  mínimo atiraria às trombas de alguém: um mendigo romeno, por exemplo.

Ora bem, há muitos atirados pelas ruas fora, sim! Mas também há pessoas -como é normal- quando não chove, os seguram na mão. Siiimm, parece do outro mundo, mas não, existem mesmo pessoas que os seguram. Fecham-nos quando entram em cafés, lojas, transportes públicos...Mas não sabem de todo, andar com ele na mão (ele, o guarda-chuva, ok?). Parece haver uma ciência (não negue à partida uma ciência que desconhece) necessária para isto...ou ter de se ter uma cadeira sobre como segurar uma sombrinha quando estudamos o Meio Físico e Social ou um workshop de 3h15m para explicar como afinal se anda com este protector da chuva na mão.

Basta, como em muitas outras situações, pensarem que o mundo não é só vosso! Simples, não é?
Se pensarem nisso e ao mesmo tempo não balançarem freneticamente o braço para trás e para diante como se não houvesse amanhã..aí então muito melhor. Quando subirem escadas, lembrem-se que atrás de vocês vem um potencial candidato a ficar cego ou com a ponta da sombrinha espetada no baço. Quando vão na rua, usem-no como se fosse uma bengala e não como se tivessem a fazer ski...porque a pessoa que por (muitooooooo) azar vem atrás de Vossas Excelências  e parece que vai a dançar o cha-cha-cha não é por acaso. É para se desviar da vossa arma de arremesso. Pois,meus anormalóides, não está a treinar para o Campeonato Regional de Danças de Salão de Santa Íria da Azóia, vai às curvas porque vocês, pura e simplesmente não sabem segurar a merda de um guarda-chuva fechado. Nem aberto, mas isso é para outro post.

Era agarrar nestas umbrellas fechadas e dar-lhes umas vardascadas no lombo! Ain, aiiiiinnn!